Milagre o Testemunho da Verdade

sábado, 6 de junho de 2026

Padre Fábio de Melo criticou as imagens.



Os protestantes, estão usando o vídeo acima nas redes onde aparece o sacerdote criticando as imagens, mas isso é pura ignorância sobre a teologia católica sobre as imagens.

O padre tem razão quando diz que imagens não escutam e não possuem qualquer poder próprio. Uma imagem de santo, de Nossa Senhora ou mesmo de Jesus é apenas uma imagem. Ela é feita de madeira, gesso, resina, metal ou outro material. Sozinha, nada pode fazer.

Mas isso não significa que ela seja inútil ou que seu uso seja errado. Afinal, nós mesmos usamos imagens para recordar pessoas importantes. Uma fotografia de uma mãe falecida não fala, não escuta e não tem poder algum. Ainda assim, ela desperta lembranças, amor, saudade e respeito por aquela pessoa. Da mesma forma, os monumentos e bustos dos heróis da pátria não possuem vida, mas nos recordam os feitos e o heroísmo daqueles que representaram.

As imagens católicas cumprem exatamente essa função. Elas recordam homens e mulheres que viveram uma fé extraordinária e deram testemunho de amor a Deus. Ao olhar para uma imagem de Santo Antônio, de Santa Sofia, de São Francisco ou da própria Virgem Maria, o católico é levado a recordar suas virtudes, seu exemplo de vida e sua fidelidade a Cristo.

Quando alguém fala diante de uma imagem, não está acreditando que o gesso ou a madeira possam ouvir. A intenção está voltada para a pessoa representada. É semelhante a alguém que conversa diante da fotografia de um ente querido falecido, expressando seus sentimentos e suas lembranças. O objeto não recebe a honra; ele apenas remete à pessoa representada.

A própria Bíblia mostra que Deus pode utilizar objetos materiais para manifestar sua graça. Os lenços de São Paulo eram levados aos doentes, e muitos recebiam curas (Atos 19,11-12). Evidentemente, não era o tecido que possuía poder mágico. O poder vinha de Deus. Da mesma forma, a mulher que tocou o manto de Jesus não foi curada porque o tecido possuía poderes especiais, mas porque sua fé estava direcionada a Cristo (Marcos 5,25-34).

Portanto, o católico não coloca sua fé na imagem. A fé está em Deus. A imagem apenas ajuda a recordar aquilo que Deus realizou na vida dos santos e a manter o pensamento voltado para Cristo. Se alguém acreditasse que a matéria da imagem possui poder próprio, estaria realmente equivocado. Mas essa nunca foi a doutrina católica.

Além disso, Deus nunca proibiu toda forma de imagem. Pelo contrário, no Antigo Testamento, o próprio Deus mandou construir querubins sobre a Arca da Aliança, além de diversas esculturas e ornamentos sagrados para o Templo. O problema bíblico nunca foi a existência de imagens, mas sim transformá-las em falsos deuses.

A Arca da Aliança era feita de madeira e ouro. A madeira e o ouro não tinham poder algum. Contudo, Deus a honrava porque ela estava ligada à sua presença e ao culto verdadeiro. Da mesma forma, os objetos sagrados do cristianismo não são venerados por causa do material de que são feitos, mas por aquilo que representam.

Assim, as imagens católicas não são ídolos. Elas não falam, não escutam e não possuem poder próprio. São sinais visíveis que ajudam os fiéis a recordar Deus, a vida dos santos e os exemplos daqueles que permaneceram fiéis a Cristo até o fim. A honra não termina na imagem; ela se dirige à pessoa representada e, acima de tudo, a Deus, fonte de toda santidade.

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