Milagre o Testemunho da Verdade

terça-feira, 23 de junho de 2026

Respondendo uma heresia protestante

 


Protestante:

Que exegese perturbada da palavra kkkk, nunca vi tanta hipocrisia num comentário assim. Realmente a grande meretriz a Babilônia que se encontra em Roma se acha a primeira. Mas o tempo da sua queda é chegado, o tempo do fim que já estamos. Ezequiel 37, fala dos dois povos, judeus e gentios que se tornariam um só povo, com a cruz, os dois pedaços de madeira. E tem mais a era dos gentios já passou, hoje estamos vivendo a era messiânica e veremos o povo de Deus retornando para Jerusalém e já iniciou, as profecias bíblicas nunca foram designadas para Roma, que fique claro, exceto Ap 17,18 e 19


Resposta:

Que exegese confusa. Você acusa os outros de distorcer a Palavra, mas mistura textos, épocas e profecias sem respeitar o contexto bíblico.

Primeiro, em Ezequiel 37, os dois pedaços de madeira representam a reunificação de Israel e Judá. Os cristãos veem o cumprimento pleno dessa união em Cristo, que reconciliou judeus e gentios em um só povo de Deus (Ef 2:14-16). O texto não ensina que a Igreja seria substituída nem que deixaria de ser o povo de Deus.

Segundo, você afirma que as profecias nunca foram designadas para Roma, mas ignora que muitos cristãos dos primeiros séculos entendiam "Babilônia" como uma referência simbólica a Roma. Em 1 Pedro 5:13, Pedro escreve: "Aquela que se encontra em Babilônia, eleita como vós, vos saúda". A questão é que você está confundindo a Babilônia perseguidora com os cristãos que estavam em Babilônia.

A Babilônia do Apocalipse é apresentada como perseguidora dos santos. Já os cristãos que estavam em Roma eram justamente os perseguidos. 

Foi Nero quem lançou uma das mais violentas perseguições contra os cristãos após o incêndio de Roma. Depois dele, durante cerca de três séculos, o Império Romano perseguiu, prendeu, torturou e matou cristãos. E quem eram esses cristãos? Eram os bispos, presbíteros, diáconos, leigos e os próprios bispos de Roma, que hoje chamamos de papas. Não existia protestantismo naquela época, não existia luteranismo, não existiam denominações evangélicas. Os mártires daqueles séculos eram os cristãos da Igreja primitiva, a mesma Igreja que preservou a fé apostólica.

Você está confundindo os perseguidos com o perseguidor.

O Império Romano pagão perseguiu a Igreja. A Igreja não perseguiu o Império Romano. Pelo contrário, foi a Igreja que sobreviveu às perseguições enquanto os imperadores perseguidores desapareceram da história.

E aqui cabe lembrar Romanos 16:20:

"O Deus da paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés."

A carta foi escrita aos cristãos que estavam em Roma. E foi exatamente isso que aconteceu na história. Nero morreu. Domiciano morreu. Décio morreu. Diocleciano morreu. Os perseguidores passaram. O Império Romano pagão caiu. Mas a Igreja permaneceu.

A Roma pagã que perseguia os cristãos acabou se convertendo. Os imperadores deixaram de perseguir a fé e passaram a favorecer sua propagação. Aquilo que era perseguido tornou-se instrumento para evangelizar povos inteiros.

Foi essa Igreja que preservou os escritos apostólicos, combateu heresias, definiu o cânon bíblico, copiou manuscritos durante séculos e levou o Evangelho aos povos da Europa, África, Ásia e depois das Américas.

Afinal, quando Paulo escreveu que a Igreja é a "coluna e sustentáculo da verdade" (1 Timóteo 3:15), o Novo Testamento sequer estava completo. Paulo não disse que a Bíblia era a coluna da verdade; ele disse que a Igreja o era. Foi a Igreja quem testemunhou, preservou e transmitiu as Escrituras que hoje você carrega debaixo do braço.

Por isso é contraditório usar a Bíblia para atacar justamente a instituição que a preservou e transmitiu ao longo dos séculos.

Se não fossem os cristãos dos primeiros séculos, os mártires, os bispos, os monges, os missionários e os Padres da Igreja, você provavelmente nem teria acesso ao Evangelho hoje.

Antes de identificar a Igreja de Roma com a Babilônia perseguidora do Apocalipse, é preciso explicar como uma Igreja que derramou o próprio sangue durante trezentos anos de perseguição pode ser a mesma entidade descrita como embriagada com o sangue dos santos.

A história mostra exatamente o contrário: Roma pagã perseguiu os cristãos; os cristãos venceram Roma pagã pela fé.

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