Milagre o Testemunho da Verdade

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

VENERAÇÃO DE IMAGENS


ACUSAÇÃO: Os católicos praticam a idolatria, fazendo e adorando imagens, o que Deus, proíbe na Bíblia, dizendo; "Não farás para ti escultura alguma do que está em cima nos céus, ou abaixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra"( Ex 20,4).

RESPOSTA: O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança ( Ex 25,18-20 ). Manda-lhe, também fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas ( Num 21,8-9 ). Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões ( I Reis 6,23-35 e 7,29 ), etc.

Seria uma grave blasfêmia desses "crentes" considerar Deus como incoerente, já que num lugar da Bíblia manda fazer imagens, esquecido que no outro lugar o teria proibido! Ora, os primeiros cristãos martirizados aos milhares porque se recusaram a adorar imagens de deuses falsos, estudaram a Bíblia com mais atenção e respeito. Eles não tiravam esses trechos proibitivos de seu contexto e, comparando-os com outros, ficaram convencidos de que Deus proíbe apenas fazer imagens de deuses falsos, e adorá-los, ¾ como o faziam os vizinhos pagãos, ¾ mas Ele não proíbe fazer outras imagens.
Eis o verdadeiro sentido desta proibição bíblica, no seu contexto: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura alguma do que (daqueles deuses, que na errada imaginação dos pagãos) está em cima nos céus, ou abaixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles e não lhes prestarás culto, (à imitação dos pagãos) ( Ex 20,2-5). Esta proibição, intencionada por Deus, repete-se em vários lugares da Bíblia, como por ex. "Não adores nenhum outro deus"( Ex 34,14 ) ou "Não farás para ti deuses fundidos"( Ex 34,17).
Por isso os primeiros cristãos pintaram nas catacumbas muitas imagens das cenas bíblicas do Antigo e Novo Testamento e legaram, para a veneração dos séculos posteriores, as imagens de Cristo-Sofredor, na toalha de verônica, e no sudário sepulcral, guardado em Turim, na Itália.
Alguns santos dos primeiros séculos afirmavam que as imagens da Bíblia, da Via Sacra, de Jesus crucificado e dos Santos são o único "livro" que também os pobres e analfabetos entendem e aproveitam. Isso vale, ainda hoje, para milhões de pessoas.


O sentido da veneração das imagens, segundo a tradição dos Apóstolos, está resumido nesta bênção de imagens do Ritual Católico:
"Deus eterno e todo-poderoso, não reprovais a escultura ou a pintura das imagens dos santos, para que à sua vista possamos meditar os seus exemplos e imitir as suas virtudes. Nós pedimos que abençoeis e santifiquei esta(s) imagem (s), feita (s) para recordar e honrar o vosso Filho Unigênito e nosso Senhor Jesus Cristo ( ou: o (s) Santo (s) NN. Concedei a todos os que diante dela (s) desejarem venerar e glorificar o vosso Filho Unigênito ( ou: o (s) Santo (s) NN), que por seus merecimentos e intercessão, alcancem no presente a vossa graça e, no futuro, a glória eterna. Por Cristo, nosso Senhor Amém".


As Imagens, Por quê? O culto às imagens hoje em dia é muito discutida. As igrejas protestantes dizem se tratar de idolatria. Vejamos: O livro do Êxodo proíbe aos israelitas a confecção de imagens. Por quê? Porque poderiam dar a oportunidade dos israelitas imitarem os povos pagãos. Mas essa proibição não era de tudo. Deus mesmo mandou a confecção de Imagens. Não acredita, vejamos: EX 25,17-22: "Igualmente farás um propiciatório, de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio. Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com suas asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dos querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel." É Deus mandou a construção de dois querubins... Por isso a Bíblia costuma dizer que "Javé está sentado sobre os querubins" (cf 1sm 4,4; 2Sm 6,2; Rs 10,15; Sl 79,2; 98,1). Existem outras leituras que eu aconselho a fazer para um melhor esclarecimento. Abaixo vão as leituras e uma breve descrição: 1 Rs 6,23-28: O texto menciona os querubins postos junto à Arca da Aliança no Templo de Salomão. 1Rs 6,29s: As paredes do Templo de Salomão foram revestidas de imagens de querubins. Nm 21,4-9: O Senhor Deus mandou confeccionar a serpente de bronze para curar o povo mordido por serpentes. 1Rs 7,23-26: O mar de bronze colocado à entrada do palácio de Salomão era sustentado por 12 bois de metal. 1Rs 7,28s: Havia entre os ornamentos do palácio de Salomão imagens de leões, touros e querubins. Os próprios judeus compreenderam que a proibição de fazer imagens era condicionada por circunstâncias transitórios, de modo que aos poucos foram introduzindo o uso de imagens nas suas sinagogas. Vide o caso, por exemplo, da famosa sinagoga de Dura-Êuropos, na Babilônia, na qual estavam representados Moisés diante da sarça ardente, o sacrifício de Abraão, a saída do Egito e a visão de Ezequiel. Já é o suficiente???? Não, então tem mais.... Pelo ministério da Encarnação, sabemos que Deus quis dirigir-se aos homens por meio da figura humana de Jesus, o Messias. Este, por sua vez, quis ilustrar as realidades invisíveis através de imagens, inspiradas pelas coisas visíveis: assim, utilizou parábolas e alegorias que se referiam aos lírios do campo, à figueira, aos pássaros do céu, ao bom pastor, à mulher que perdeu sua moeda, ao filho pródigo... Mais: a evolução dos povos, que foram aprimorando sua cultura, tornou menos sedutora a prática da idolatria. Isso tudo fez com que os cristãos compreendessem que a proibição de fazer imagens já cumprira seu papel junto ao povo de Israel; doravante prevaleceria a pedagogia divina exercitada na Encarnação, que levava os homens a passar das coisas visíveis ao amor pelas invisíveis. A meditação acerca das fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas tornaram-se recursos através dos quais, o povo fiel procurou se aproximar do Filho de Deus. Em conseqüência, os antigos cemitérios cristãos (catacumbas) foram decorados com diversos afrescos, geralmente inspirados em textos bíblicos: Noé salvo das águas do dilúvio, os três jovens na fornalha cantando, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes restantes da multiplicação feita por Jesus, o Peixe - Ichthys -, que simbolizava o Cristo... Nas igrejas, as imagens tornaram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de grande alcance. É o que notaram alguns escritores cristãos antigos: "O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente" (São Gregório de Nissa, século IV). Brigas na casa de Deus!!! Nos séculos VIII e IX, verificou-se na Igreja uma disputa em torno do uso das imagens - a luta iconoclasta. Por influência do judaísmo, do islamismo, de seitas e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos do Oriente puseram-se a negar a legitimidade do culto das imagens. Os imperadores bizantinos tomaram parte na querela, mais por motivos políticos do que por razões religiosas. A controvérsia foi levada ao Concílio de Nicéia II (787); este, com base nos raciocínios de grandes teólogos como São João Damasceno, reafirmou a validade do culto das imagens; culto de veneração, e não de adoração, é preciso ressaltar. O culto das imagens é, portanto, relativo; só se explica na medida em que é tributado indiretamente àqueles representados pelas mesmas...

Não existe culto de adoração sem antes nós colocarmos a nosso fé, espirito e vontade em posição de crê que tal imagem é Deus, pois isto é um estado de espirito, e para ser feito o culto a este Deus que se propõe adorar, se faz um sacrifício de derramamento de sangue, só poderíamos estar adorando uma imagens se nossa fé estiveste direcionada que tal objeto ou imagem é Deus, e sendo assim fazer o culto de adoração, na fé direcionada ao mesmo, então nenhum Católico nem em lapso de loucura, muito menos nos ensinos e doutrina da Igreja, já se viu dar o título de Deus a algum santo, mais pelo contrario apenas fazem referencia que eles serviram ao único Deus, e isto é uma diferença enorme, pois a gloria continua sendo direcionada a Deus, e mais ainda a ele, pois é por ele, em referencia a ele, vejamos mais abaixo, uma diferença de culto de adoração e venerar ao santo, a gloria sempre será de Deus, o culto de adoração é uma coisa e outra é venerá, vejamos,

Adorar = Prestar culto de Adoração ao Deus ?
Venerar = Reverenciar, fazer memória, ter grande respeito...
 
A adoração ocorre quando existe um culto no qual é envolvido um sacrifício. Se você pegar o Antigo Testamento, vai encontrar várias passagens bíblicas que mostram que quando os judeus iam adorar, ofereciam algum animal em sacrifício a Deus. Esse tipo de sacrifício é conhecido como “sacrifício cruento”, ou seja, com derramamento de sangue. Ao morrer por nós, na Cruz, Jesus se ofereceu em sacrifício por nós. Ofereceu sua Carne e o seu Sangue. Por isso, o chamamos de Cordeiro de Deus. Na celebração da santa Missa, nós renovamos (tornamos novo) esse sacrifício.
 
Quando adoramos o Santíssimo Sacramento, adoramos o próprio Corpo de Cristo, e o fazemos somente em virtude do santo sacrifício da santa Missa, por meio do qual o pão se transforma no Corpo de Cristo e o Vinho se transforma no Sangue de Nosso Senhor. É por isso que, muitas vezes, ouvimos a Igreja nos dizer que o maior culto de adoração é a santa Missa. Não existe um culto de adoração sem sacrifício, então quem não adora a Deus nos seus cultos são os protestantes pois não fazem e não celebram nos domingos a eucaristia, em adoração a Cristo, já a Igreja Católica assim como os apóstolos e discípulos de Cristo desde a Igreja primitiva, assim como São Paulo nas sua cartas diz, que no primeiro dia da semana , isto é o domingo, cada um retenha de acordo com suas posses para se fazer uma oferta, para a fração do pão isto é a eucaristia, como em outra ocasiões ele diz que quem não souber fazer distinção sobre o que estar sendo siado traz condenação para si, pois se trata do corpo de Cristo,
 
Já a veneração é semelhante àquilo que os filhos têm para com os pais, quando pedem algo a estes, elogiando-os, agradecendo-os... Fazem isso porque admiram, respeitam e amam os pais.
 
Percebe a diferença?

domingo, 21 de outubro de 2012

A IGREJA CATÓLICA É A IGREJA PRIMITIVA


 
É comum ouvirmos protestantes dizerem: “Eu sou cristão”; ou também: “Agora sou cristão”. A verdade é que a maioria dessas novas igrejas não têm mais que 50, 100 ou 200 anos de fundação. O verdadeiro e pleno Cristianismo possui mais de 2.000 anos e encontra-se precisamente na Igreja Católica, fundada por Cristo. Estudemos a Palavra de Deus para conhecer as raízes do Catolicismo no Cristianismo primitivo.
RAÍZES BÍBLICAS DO CRISTIANISMO
1. Herdeiros do Povo de Deus – Denomina-se “Cristianismo” à religião em conjunto que foifundada por Cristo Jesus, “pedra angular de toda a sua doutrina” (1Coríntios 3,10-11; 1Pedro 2,4.6-8). Esta religião herdou do povo judeu a fé em um único e verdadeiro Deus(Êxodo 20,2-3), que teve sua origem na “santa aliança” celebrada entre Javé e o patriarca Abraão (Gênesis 12,1-2), convertendo o povo de Israel em uma “nação santa e reino de sacerdotes” (Êxodo 19,5-6).
2. Da Antiga à Nova Aliança – No entanto, “quando se cumpriu o tempo, Deus enviou o seu Filho, que nasceu de uma mulher, submetido à lei de Moisés” (Gálatas 4,4). Ele é o “grande sumo sacerdote” (Hebreus 4,14), que estabeleceu um “novo pacto” (Hebreus 8,6) por sua morte salvadora na cruz (Efésios 2,16;Colossenses 1,20), dando origem ao “verdadeiro Povo de Deus” (Gálatas 6,16). Conseqüentemente, “já não importa ser judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher, porque, unidos a Cristo Jesus, todos vocês são um só. E se são de Cristo, são descendentes de Abraão e herdeiros da promessa que Deus lhes fez” (Gálatas 3,28-29).
3. O Cristianismo durante os Primeiros Anos – A Igreja de Cristo foi vista, pelo menos durante os seus primeiros dez anos, como uma “nova seita” saída do Judaísmo (Atos 28,22); porém, na realidade, era um “novo caminho” (Atos 24,14), já que estava centrada em Jesus Cristo, que é “o caminho, a verdade e a vida” (João 14,6). E os homens e mulheres que se atreviam a seguí-Lo eram perseguidos, condenados à morte, capturados e encarcerados (Atos 22,4). Não obstante, eles estavam unidos em um mesmo amor (Colossenses 3,14), uma vida segundo os ensinamentos do “sermão da montanha”, para alcançar o “reino dos céus” (Mateus 5,3-12).
No tocante ao termo “cristão” com que são identificados os discípulos de Cristo, começou a ser empregado na província romana de Antioquia – atual Antakya, na Turquia(Atos 11,26). Este nome foi aceito por todos aqueles que suportavam os sofrimentos de sua fé (1Pedro 4,16), convertendo-se assim em autênticos soldados de Cristo (2Timóteo 2,3).
4. Meu nome é “Cristão”; meu apelido é “Católico” – O Cristianismo esteve conformado em sua alvorada histórica pelo Catolicismo, que possui Jesus como Cabeça (Colossenses 1,18; Efésios 5,23), ao fundar sua congregação sobre o apóstolo Pedro, a pedra (João 1,42; Mateus 16,16-18; Lucas 22,32; João 21,15-17). A palavra grega “Igreja” significa assembléia de fiéis (1Coríntios 1,2), “católica” significa universal (Apocalipse 7,9) e foi usada pela primeira vez por Santo Inácio de Antioquia, no início do século II de nossa Era. Ela é “a família de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, a qual é coluna e fundamento da verdade” (1Timóteo 3,15).
5. Da Igreja de Cristo às “igrejas” e seitas – Quantas vezes nos temos perguntado, diante da grande avalanche de igrejas cristãs: “Qual delas é a verdadeira?” A esse respeito, ensinava São Cipriano no século II que:
“ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver a Igreja Católica por Mãe”.
O cardeal John Henry Newman [ex-protestante] acrescentava que “para conhecer a história do Cristianismo, é necessário deixar de ser protestante”. Por essa razão, nós católicos afirmamos que a nossa religião não foi fundada por nenhum homem, como ocorreu com todas as demais denominações cristãs, que muitas vezes, como “lobos devoradores”, querem destruir a Igreja (Atos 20,29-30). Ao contrário, [a Igreja Católica] tem suas origens em Jesus Cristo, que é a “rocha firme” (Mateus 7,24-25) e, portanto, ninguém pode construir sobre outro fundamento (1Coríntios 3,9-11). A existência da Igreja Católica e seu impacto têm sido muito profundos: nos referimos a uma instituição que sobrevive há mais tempo que qualquer império na História da civilizaçãoEla já dura três vezes mais que o Império Romano e duas vezes mais que a dinastia na China.
6. Uma Igreja Visível – A Igreja Católica é vista teologicamente como o “corpo místico” de Cristo (Efésios 1,23), sem “mancha nem pecado” (Efésios 5,27), como “a esposa do Cordeiro” (Apocalipse 21,9; 22,17), a quem o Senhor não deixa de cuidar (Efésios 5,29). A Sua intenção era que existisse “um só rebanho e um só Pastor” (João 10,16), sendo Ele “o grande pastor das ovelhas” (Hebreus 13,20), chamado “o Bom Pastor” (João 10,11), que vela permanentemente por elas (1Pedro 2,25). Para cumprir esta santa tarefa, o Filho de Deus elegeu doze Apóstolos (=enviados) (Mateus 10,2-4; João 20,21), dando-lhes plena autoridade para governar a sua Igreja, encabeçada pelo apóstolo Pedro (Mateus 16,19; 18,18; 19,28; Efésios 2,20), com cinco grandes missões:
[1] pregar o Evangelho (Mateus 28,20) e orar;
[2] batizar (Mateus 28,19; Marcos 16,15-16);
[3] celebrar a Eucaristia (Lucas 22,19);
[4] perdoar os pecados (João 20,23; Lucas 24,47);
[5] e realizar sinais milagrosos em seu nome (Mateus 10,1; Marcos 16,17-18), como Pedro curou com a sua sombra (Atos 5,15) e Paulo com sua roupa (Atos 19,11-12).
Do mesmo modo, o Santo de Deus, antes de regressar ao céu, prometeu enviar aos seus amigos a ajuda do Espírito Santo, para que lhes recordasse tudo o que Ele havia lhes dito (João 14,26; 16,13), tornando-se visivelmente presente na festa de Pentecostes (Atos 2,1-4.33) e muitas outras vezes com a colaboração dos anjos do céu (Atos 5,17-20; 8,26; 10,3-8.22; 12,7-11; 27,23-24).
7. Uma Igreja com Hierarquia – Os Apóstolos, conforme iam expandindo a “Boa Nova” nos templos e nas casas (Atos 5,42), nomearam, por sua vez, bispos (pastores), presbíteros (anciãos) e diáconos (servidores), por intermédio da oração, do jejum e da imposição das mãos (Atos 13,3; 14,23; 1Timóteo 4,14; 2Timóteo 1,6), rito sagrado esse que foi mantido até os nossos dias pela hierarquia eclesiástica católica. Prova disso foi a escolha de Matias pelos onze Apóstolos, para que viesse a ocupar o lugar de Judas (Atos 1,15-26); e também as nomeações de novos bispos promovidas por Paulo (como Tito em Creta e Timóteo em Éfeso), e Barnabé na Ásia Menor, para que cuidassem da “Igreja” ou do “Rebanho” de Deus (Atos 20,28; Hebreus 13,7.17) e se dedicassem a “pregar e ensinar” (1Timóteo 5,17). A esses novos bispos foi transmitido o legado de ordenar presbíteros (Tito 1,5), que davam a conhecer a sã doutrina (1Coríntios 4,1; 2Timóteo 2,2; Tito 1,9) e curavam os doentes por meio da oração e da imposição do óleo (Tiago 5,14; Marcos 6,13). Também por solicitude dos Apóstolos, a comunidade de Jerusalém nomeou sete diáconos que se encarregaram do cuidado material dos fiéis (Atos 6,2-6). Um deles, Estêvão, foi o primeiro mártir (=testemunha) do Cristianismo (Atos 7,59-60). Entre os Apóstolos, profetas, pastores e mestres haviam diferentes dons e qualidades (Atos 13,1; Romanos 12,6-8; 1Coríntios 12,27-31; Efésios 4,11).
Tamanho foi o êxito, que em pouco tempo “as igrejas se afirmavam na fé e o número de crentes aumentava a cada dia” (Atos 16,5; 9,31), possuindo como dirigentes, em cada lugar, os Apóstolos, bispos e diáconos (Atos 15,4; Filipenses 1,1); todos eles com os fiéis em geral conformavam as “igrejas de Deus” (2Tessalonicenses 1,4), chamadas também de “igrejas de Cristo” (Romanos 16,16), “povo santo” (Atos 9,13) ou “povo de Deus” (Apocalipse 5,8; 8,3; 19,8), “casa de Deus” (Hebreus 3,6) ou “família de Deus” (Efésios 2,19). Do mesmo modo, os príncipes dos Apóstolos, Pedro e Paulo, com suas cartas pastorais manifestavam como deveria ser a vida exemplar e reta dos bispos (1Pedro 5,1-4; 1Timóteo 3,1-7; 4,17), presbíteros (Tito 1,6-9), diáconos (1Timóteo 3,8-13) e de todos os fiéis cristãos (Romanos 12,9-21; 13,1-14; 14,1-23; 15,1-6).
Particularmente é conhecida uma carta de Santo Inácio de Antioquia, redigida nos primeiros anos do século II, em que diz que cada comunidade de crentes contava com um único bispo, assistido pelos presbíteros e diáconos. Conservam-se também as listas dos bispos católicos das principais igrejas: Roma, Jerusalém, Antioquia, Alexandria, todas as quais remontam aos próprios Apóstolos.
8. A Igreja Cristã foi Perseguida: Todos os Fiéis eram Católicos. Todos! – Por outro lado, à medida que se cumpriam as palavras do Apóstolo dos Gentios, que assinalavam Cristo como “o salvador da Igreja” (Efésios 5,23), o diabo, como “leão rugente”, provocava perseguições aos crentes em todo o mundo (1Pedro 5,8-9). O próprio Mestre Divino já assim havia profetizado (João 15,20). Os primeiros cristãos suportavam com grande paciência diversas penas (2Coríntios 6,4-5), convertendo-se em verdadeiras “testemunhas de Jesus” (Apocalipse 17,6), para estar com Ele em sua glória (Romanos 8,17).
Neste ponto, nossa Igreja é a que ofereceu mais mártires no Cristianismo: estima-se que, em vinte séculos, foram 40 milhões entre papas, bispos, sacerdotes, religiosos, monges, missionários, catequistas, neocatecúmenos, seculares, meninos e meninas. Apenas no século XX, 27 milhões morreram em razão de sua fé em perseguições religiosas promovidas na Espanha, no México, na Alemanha nazista, na ex-União Soviética, na China comunista, nas guerras civis de alguns países da África etc. Eles são “os que lavaram suas roupas e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 7,14), estão “vestidos de branco e portando folhas de palma em suas mãos” (Apocalipse 7,9). Por isso, Santo Agostinho dizia que “a Igreja Católica segue peregrinando entre as perseguições dos homens e os consolos de Deus”.
Se vieres a fazer uma pesquisa em qualquer biblioteca sobre as perseguições promovidas no Império Romano para verificar quem foi martirizado, encontrarás os nomes dos grandes mártires católicos, os quais ainda hoje recordamos e amamos como santos, por terem dado as suas vidas pelo Evangelho. Inclusive quando atualmente festejamos o Dia dos Namorados, que trata do amor e da amizade, isto encontra-se em estreita relação com São Valentino, um mártir católico do início do século IV. TODOS ELES ERAM CATÓLICOS E ANTERIORES À LIBERDADE DE CULTO AUTORIZADA POR CONSTANTINO.
O Cristianismo primitivo é o Catolicismo (se algum leitor discordar ou não crer nisto, pedimos para que investigue e nos envie um único nome de qualquer mártir dos primeiros séculos que tenha sido protestante ou evangélico. Embora nunca nos tenham enviado nada – pois jamais existiu – o autor continua aguardando com paciência).


9. A Igreja Católica expandiu o Cristianismo para todo o Mundo – Esta tarefa evangelizadora que se cumpre desde a ordem emanada pelo próprio Senhor Jesus, de dar a conhecer sua mensagem até os confins da terra (Atos 1,8), é testemunhada na História com a conversão do grande Império dos Césares, a partir de Constantino no século IV. Posteriormente, missionários e monges católicos fizeram o mesmo com as tribos bárbaras dos godos, vikings, francos, germanos entre outras. A partir do século XVI o Catolicismo se estendeu pela América, Índia, China, Japão e África, graças à pregação de valentes sacerdores e religiosos franciscanos, dominicanos, jesuítas, mercedários e agostinianos. Igualmente, outro sinal distintivo foi a atenção dada aos órfãos e viúvas (Tiago 1,27); nas igrejas, aos domingos, era recolhida uma oferta voluntária para tal fim (1Coríntios 16,1-2). Esta característica bíblica continua presente na Igreja Católica de nossos dias, responsável por uma imensa quantidade de hospitais, dispensários, leprosários, centros de saúde, asilos, orfanatos, creches, escolas, oficinas de capacitação, restaurantes populares para adultos e crianças, bancos de alimentação para pobres, centros de reabilitação para dependentes químicos em geral, aidéticos, entre outros. Obedece assim ao mandamento do apóstolo Tiago: “a fé sem obras é morta” (Tiago 2,14-18).
Hoje em dia é comum ouvirmos muitos grupos afirmarem que eles são a verdadeira Igreja de Cristo, portadores do verdadeiro Cristianismo; porém, a pergunta é bem simples: se eles são os verdadeiros cristãos, POR QUE NENHUM DELES VIERAM ORIGINARIAMENTE EVANGELIZAR A AMÉRICA E OUTROS CONTINENTES?
A resposta é rápida: NÃO VIERAM PORQUE NÃO EXISTIAM.
 
10. A Igreja de Cristo: a Católica, desde o Princípio tem um Rosto Divino e Humano Devemos reconhecer a Igreja de Cristo em sua parte humana, que cumpre a parábola do “joio entre o trigo” (Mateus 13,24-30) através dos tempos. De fato, o papa João Paulo II declarou humildemente que no Catolicismo tem existido “luzes e sombras”. No entanto, o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mateus 16,18), pois o Messias sempre estará com os seus (Mateus 28,20; 1Coríntios 5,4), segundo ainda a sentença do mestre da Lei, Gamaliel (Atos 5,38-39), já que existe uma íntima união entre Deus, a Igreja e Cristo Jesus “por todos os séculos, agora e para sempre” (Efésios 3,21).
Que Deus continue te abençoando e dai graças a Deus se fores católico. Luta para ter uma relação pessoal com Jesus Cristo e testemunha com a tua vida que Ele está vivo. Se não sois católico e desejas ser 100% cristão, saiba que as portas da Igreja Católica estão abertas para ti. Te aguardamos!
Autor do Texto: Guido Rojas
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte Original: Defende Tu Fe
Fonte em Português: Veritatis 

MENINO MEXICANO É MARTIRIZADO POR MAÇONS E COMUNISTAS

MÁRTIR CATÓLICO - As lições do menino mexicano que queria morrer por Cristo Rei


Este menino de apenas 13 anos, quando foi pego pelo amaldiçoado exército maçom e comunista, teve as plantas dos pés cortadas até as nervuras e foi obrigado a caminhar por quilômetros descalço. 


Cada vez que a dor se tornava insuportável, ele dava o seguinte brado:



"VIVA CRISTO REI E A VIRGEM DE GUADALUPE!"



Isto, meus irmãos, se chama católico! Peçamos a Deus para que nos dê a graça de termos a coragem de não negar a Cristo, sua Igreja e sua Tradição até as últimas consequências. 


As  lições  do  menino  mexicano 


que queria morrer por Cristo Rei.


José Luiz Sanchez Del Río nasceu a 28 de março de 1913, na cidade Sahuayo, província de Michoacan, México. Vivia uma vida comum, como qualquer outro menino do interior do México, até que esta normalidade foi quebrada pela ascensão de Plutarco Elias Calles à chefia do poder daquela nação.
Beato mártir de Cristo Rei: José Luiz Sanchez Del Río
Este presidente tirânico, declaradamente socialista e maçom, empreendeu em todo o país uma das maiores perseguições que a Igreja Católica sofreu no século XX. Com o pretexto de “livrar a nação do fanatismo religioso” (qualquer semelhança não é mera coincidência), Plutarco Calles iniciou uma investida militar contra padres, religiosos e fiéis leigos que demonstrassem qualquer sinal da fé católica. Confiscou todas as Igrejas, prendeu e matou padres, bispos, frades, freiras dentre muitos outros.



Após tanta perseguição, um grupo de fiéis católicos viu-se obrigado a pegar em armas para garantir sua sobrevivência. Este conflito ficou conhecido como CRISTIADA ou GUERRA CRISTEIRA, em homenagem aos soldados cristãos que eram conhecidos como CRISTEROS.
Um dia, ao visitar o túmulo do beato mártir Anacleto González Flores, que havia morrido durante a perseguição de maneira brutal e impiedosa, José Luiz Sanchez Del Río rezou a Deus, pedindo para que ele também pudesse morrer pela manutenção de sua Fé. 

Então, aos 13 anos de idade, foi procurar o general Prudencio Mendoza, que tinha sua base na vila de Cotija, para que pudesse ingressar no exército cristero. Ao chegar, dirigiu-se ao general que o indagou:
Cristeros - Missa
O que viste fazer aqui meu rapaz? Ele respondeu: 

Vim aqui para morrer por Cristo Rei.
A sinceridade daquelas palavras e o vívido olhar destemido daquele nobre rapaz ressoaram profundamente no coração do general cristero, que autorizou sua entrada na milícia. Ao longo de um ano, José Luiz Sanchez Del Río combateu em muitos confrontos ferozes contra o exército regular do governo comunista e maçom.
Em fevereiro de 1928, cerca de 1 ano após o seu ingresso no exército cristero, o menino e seus confrades foram surpreendidos numa emboscada. José Luiz cedeu seu cavalo ao líder da resistência, sendo capturado pelos sádicos soldados do governo de Plutarco. Na intenção de fazer com que o menino renunciasse sua fé, descamaram a planta de seus pés até as nervura e o amarraram em um cavalo, obrigando-o a andar por cerca de quatorze quilômetros a pé e descalço. Não precisamos aqui dizer o nível de dor que esta pobre criança sentiu, mesmo assim, nos momentos em que as dores lhes eram insuportáveis, o menino cheio da Graça Divina bradava em voz alta e vigorosa “Viva Cristo Rey e la Virgem de Guadalupe!”
José Luiz Sanchez Del Río no filme Cristiada (For Greater Glory) que retrata a história dos cristeros mexicanos.

Execução de Padres
Sem sucesso na tentativa de que José Luiz abjurasse de sua fé por meio da dor mais causticante e alucinante possível, os soldados tentaram com intimidá-lo de outra maneira. Ao chegar na vila em que nascera, para ser executado no dia seguinte, os soldados fizeram com que a mãe do menino escrevesse-lhe uma carta pedindo para que ele abjurasse da fé católica, para poder ser solto. José Luiz Sanchez Del Río respondeu assim ao bilhete de sua mãe:
“Minha querida mãe: Fui feito prisioneiro em combate neste dia. Creio que nos momentos atuais vou morrer, mas não importa, nada importa, mãe. Resigna-te à vontade de Deus; eu morro muito feliz porque no fim de tudo isto, morro ao lado de Nosso Senhor. Não te aflijas pela minha morte, que é o que me mortifica. Antes, diz aos meus outros irmãos que sigam o exemplo do mais pequeno, e tu faz a vontade do nosso Deus. Tem coragem e manda-me a tua bênção juntamente com a de meu pai. Saúda a todos pela última vez e tu recebe por último o coração do teu filho que tanto te quer e tanto desejava ver-te antes de morrer”
No dia seguinte, 10 de fevereiro de 1928, uma sexta-feira, o menino que estava prestes a completar 15 anos ofereceu sua vida terrena para não perder a vida eterna ao lado de Jesus Cristo, a quem ele depositou sua fé com bravura e fidelidade.
Quando o governo mexicano em perseguição à Igreja, assassinou um padre e mais três fiéis,
a população católica se revoltou. A princípio desorganizados foram-se armando e finalmente
podiam fazer frente às forças armadas. Muitos dos chamados "cristeros" foram executados
Precisamos saber que sem demonstrarmos profunda repugnância e asco pelo que destrói nossa Santa Igreja, não somos verdadeiramente cristãos. Não há verdadeiro amor se não há repulsa pelo que imediatamente opõe-se ao que amamos. É impossível pensar em ser católico sem concebermos a possibilidade de darmos nossa vida por Nosso Senhor Jesus Cristo.



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

AS FRONTEIRAS DA IGREJA E TESTEMUNHOS


Com efeito, a Igreja Católica não se limita às fronteiras visíveis do que costumamos chamar "a Igreja de Cristo", porquanto tais limites vão muito além abrangendo todos os homens que, sem culpa, estão visivelmente dela separados e que até mesmo, movidos por um zelo não esclarecido, a perseguem acreditando estar assim prestando serviço a Deus.






EVANGÉLICO: - Vocês ainda não conseguiram provar que a igreja é o catolicismo romano porque realmente não é. A Igreja não se restringe a nenhuma religião, quem conhece o coração de cada um é Deus, portanto só Ele sabe quem são os Seus filhos que verdadeiramente fazem a Sua Vontade. 

Talvez você gostará também de visitar o índice das MENTIRAS CONTRA A IGREJA


ÁRVORE MÁ NÃO PRODUZ BONS FRUTOS
(Criação de  ronanvaladares@hotmail.com)
RESPOSTA: - Se considerarmos que as igrejas Ortodoxas e protestantesprovêm da Igreja Católica, a qual, conforme acabou de afirmar acima, já não era mais de Cristo, então esta Igreja de Cristo não mais existe, porque uma árvore má não pode produzir frutos bons (Mt 12,33).


AS FRONTEIRAS DA IGREJA

Por outro lado, está quase perto da verdade quando se referiu às fronteiras da única e verdadeira Igreja de Cristo. Com efeito, a Igreja Católica não se limita às fronteiras visíveis do que costumamos chamar "a Igreja de Cristo", porquanto tais limites vão muito além abrangendo todos os homens que, sem culpa, estão visivelmente dela separados e que, até mesmo, movidos por um zelo não esclarecido, a perseguem acreditando estar assim prestando culto a Deus (Jo 16,2).





A LUZ DE CRISTO - TESTEMUNHO DA HISTÓRIA

Missionários Jesuítas - Redução de São Miguel
Quanto às provas temos o testemunho histórico de que ela é a única que tem levado a luz de Cristo a todo o orbe terrestre desde quando os santos apóstolos saíram a pregar o Evangelho a todas as nações cooperando Deus com eles, mostrando que seus ensinos eram verdadeiros por causa dos milagres que operavam. 




TESTEMUNHO DOS CÉUS


Os reformadores criaram muitas e diversas doutrinas diferentes das que ensinava a Igreja Católica, porém, nenhum deles foram secundados pelos céus mediante tais sinais. A Igreja Católica, entretanto, continua, como sempre, sendo identificada com milagres, prodígios e portentos verdadeiros, tais que podem suportar os mais exigentes testes sem que se possam demonstrar que foram provocados por causas relesmente naturais. E os protestantes? Nenhum deles pôde mostrar  sequer o relato de um único "milagrinho" ocorrido em seus meios e que tenha sido examinado com rigor científico.




TESTEMUNHO DA VERDADE


Por fim ainda resta a questão das mentiras que os evangélicos ainda não conseguiram encontrar em sites católicos e provar de que realmente eram mentiras. De nossa parte encontramos e provamos centenas delas em sites protestantes. Será isso também mais um sinal da única e verdadeira Igreja de Cristo?

sábado, 6 de outubro de 2012

PORQUE DEVO ABANDONAR O PROTESTANTISMO

Aprenda agora, como se livrar do Protestantismo e se tornar um autentico Cristão.


Um protestante sincero, que estivesse em sua seita por ignorância invencível, teria que praticar sinceramente o que ensina a sua seita protestante.

Como todas elas mandam ler a Bíblia, ele teria que ler a Bíblia com atenção e respeito.

Acesse também o índice das ANOTAÇÕES APOLOGÉTICAS
Veja o índice da história de Lutero O DIABO, LUTERO E O PROTESTANTISMO
Também o índice da história da A IGREJA, A REFORMA E A CIVILIZAÇÃO

Ora, ao ler a Bíblia, ele encontraria que, nos Atos do Apóstolos, o eunuco da Rainha de Candace diz que não adiante ler a Bíblia, sem ter alguém que a explique (Atos 8,31).
E esse protestante supostamente sincero, lê a Bíblia sem que ninguém lha explique, pois para o protestante, não é necessário que ninguém explique a Bíblia a ninguém.


Todos seriam inspirados pelo Espírito Santo, o ler a Sagrada Escritura, entendendo-a infalivelmente.
Mas, então, como é que o eunuco da rainha, afirmou, na Bíblia, que não pode se entender a Bíblia, se alguém não a explica?
Por acaso o Espírito Santo teria deixado de atender ao eunuco, enquanto ele lia a Bíblia?
Mas que espírito desleixado ou distraído !…
Esse protestante leria, com os seus olhos, que a Bíblia afirma que “A fé vem pelo ouvido” (Rom 10, 17).
A fé vem pela pregação dos

legítimos pastores.
E para o protestante a fé vem pelos olhos, vem pela leitura. E não pelo ouvido.
Ao ler isso, nosso suposto protestante de boa fé, começaria a se perguntar se o protestantismo, de fato, é certo.
Mais adiante, ele leria que no Evangelho de São Lucas, Isabel saudou Maria chamando-a de “Mãe de meu Senhor”.
E que todas as gerações chamariam Maria de bem aventuradada. ..
Exceto a geração de Lutero, que se recusa louvar a Maria…

Esse protestante sincero e de boa fé — em ignorância já meio vencida — leria que, na Cruz, Cristo disse:

Vestida de Sol, coroada de estrelas, 
louvada de geração em geração.
“Mulher, eis aí o teu filho. E, dirigindo-se ao discípulo, disse-lhe: “Filho, eis aí tua mãe”( Luc 19. 26-27).
Depois de ler, esse testamento de Cristo, como esse protestante “sincero” como poderia ele continuar a chamar a Mãe de Cristo, e nossa Mãe misericordiosa, apenas de a Maria”, como os protestantes normalmente o fazem?

E depois de ler que Cristo deu a PEDRO, as chaves do Reino dos céus, e lhe confiou a missão de apascentar cordeiros e ovelhas de Cristo, como continuar protestante, negando o pastor único estabelecido por Cristo?
Como continuar sincero protestante, (agora, sincero sem aspas)?

E ademais de ler a Bíblia – que condena de mil modos o protestantismo — esse protestante estranhamente “sincero” deveria também estudar as origens do protestantismo. Deveria estudar a vida de Lutero.


TICHREDDEN

Lendo essa vida, e lendo suas Tischredden — suas “Conversas à Mesa”– veria que o heresiarca de Wittenberg chamou Cristo de adúltero e de bêbado (Luthero, Tischredden, ed Weimar, II, 107, n*1472 , apud F. F. Brentano, Lutero, p 151.) .
Lendo as obras do heresiarca, veria que, para Lutero, quanto mais o homem pecasse, mais provaria ter fé. Daí o princípio protestante: “Crê firmemente, e peca muitas vezes”.
Pesquisando os cadernos de anotação de Lutero, ficaria sabendo que, para esse herege, Cristo era Deus e o diabo, ao mesmo tempo (Cfr. Theobald Beer, Der frölich Wecsel un Streit, e 30 Giorni, Ano VII, n*2, Fevereiro de 1992, p. 34 seg, ).
Vemos então que não seria difícil a um protestante — “sincero” – descobrir que a “Reforma” foi uma rebelião contra a Igreja de Cristo, e que lhe era dever de consciência tornar-se Católico.

E se um protestante sincero, lesse a Bíblia com atenção e respeito, saberia que para salvar-se não basta ter fé, é preciso praticar boas obras, conforme ensina São Tiago.
CONCLUSÃO
“Se alguém ensina alguma outra doutrina e não concorda com as sãs palavras do nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino que santifica, é enfatuado, nada entende, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, suspeitas ruins, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, supondo que a santificação [através da pregação do Evangelho] é uma fonte de lucro. Porém, grande fonte de lucro está de fato na santificação com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Mas tendo sustento e com que nos cobrir, estejamos com isto contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação e em cilada, em muitas concupiscências loucas e perniciosas, as quais submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns nessa cobiça se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm 6,3-10).

“A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (1 Tim 3,15 )
QUEM TEM OUVIDOS OUÇA!


Texto de DEMAPRO (DEsmascarando MAnobras PROtestantes)