Luizinho começa dizendo que os católicos estão errados porque fazem imagens. Segundo ele, a Bíblia proíbe qualquer tipo de imagem. Então mostramos os textos onde o próprio Deus manda fazer imagens dos querubins na Arca da Aliança, imagens no Templo e até a serpente de bronze no deserto.
Mas aí Luizinho muda o argumento.
"Não, tudo bem, Deus mandou fazer imagens, mas não pode usá-las no culto."
Então mostramos que os querubins estavam justamente no lugar mais sagrado do culto de Israel, o Santo dos Santos. Mostramos que a serpente de bronze foi usada por ordem de Deus para que o povo olhasse para ela e fosse curado. Mostramos que os sacerdotes exerciam seu ministério diante dessas imagens sagradas.
Mas aí Luizinho muda o argumento novamente.
"Não, o problema é que vocês se ajoelham diante delas."
Então explicamos que, na cultura bíblica, ajoelhar-se não significava necessariamente adoração divina. Pessoas se ajoelhavam diante de reis, profetas e autoridades sem que isso fosse considerado idolatria. O próprio povo de Deus demonstrava reverência a objetos sagrados sem considerá-los deuses.
Mas aí Luizinho muda o argumento outra vez.
"Não, o problema é pedir a intercessão dos santos."
Então surge uma pergunta simples: se pedir a um irmão da igreja para orar por você não é idolatria, por que pedir a um santo para orar por você seria? Se a oração de um justo tem grande valor, por que isso deixaria de ser verdade apenas porque esse justo está com Cristo?
Aí Luizinho responde:
"Porque eles estão mortos."
Mas onde a Bíblia diz que os santos em Cristo estão mortos? Jesus afirmou que Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Ao ladrão arrependido na cruz, Cristo não disse: "Daqui a milhares de anos você estará comigo". Ele disse: "Hoje estarás comigo no Paraíso."
No fim das contas, o problema não é descobrir o que a Bíblia realmente ensina. O problema é que, quando uma acusação cai por terra, outra é criada em seu lugar.
Primeiro era proibido fazer imagens. Depois já podia fazer imagens. Depois já podia fazer imagens, mas não no culto. Depois já podia no culto, mas não podia ajoelhar. Depois o problema passou a ser a intercessão dos santos.
A impressão que fica é que a conclusão já foi decidida antes mesmo da análise das evidências: "os católicos estão errados". Então qualquer argumento serve, mesmo que seja necessário abandonar o anterior.
Mas a verdade não depende do que Luizinho acha, do que ele aceita ou da interpretação particular de alguém. A questão é: o que significavam idolatria, culto, veneração e intercessão dentro da cultura bíblica e da fé dos primeiros cristãos?
Porque, de fato, Deus mandou fazer imagens. De fato, elas estavam presentes no culto de Israel. De fato, eram objetos sagrados. De fato, os santos estão vivos em Cristo. E de fato, a oração de um justo continua sendo poderosa.
A discussão deveria começar pelos fatos. Infelizmente, muitas vezes ela começa pela acusação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário