Milagre o Testemunho da Verdade

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Carlos Magno: o Moisés da Cristandade medieval


Carlos Magno, iluminura do século XV. British Library
Carlos Magno, iluminura do século XV.
British Library

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O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira teceu os seguinte comentários sobre o grande imperador:

Nós lemos o seguinte sobre Carlos Magno, na grande “História Universal” de João Baptista von Weiss, historiador alemão católico condecorado pelo Papa Beato Pio IX com a Ordem de São Gregório:
Em 772, com 30 anos, Carlos tomou o governo do reino dos francos. Com razão Carlos se chamou Magno. Mereceu esse nome como general e conquistador, como ordenador e legislador de seu imenso império e como incentivador de toda a vida espiritual do Ocidente.

Por seu governo, as idéias cristãs alcançaram vitórias sobre os bárbaros. Sua vida foi uma constante luta contra a grosseria e a barbárie, que ameaçavam a Religião Católica e a nova cultura que nascia.

Nada menos que 53 expedições militares foram por ele empreendidas, a saber: dezoito contra os saxões, uma contra a Aquitânia, cinco contra os lombardos, sete contra os árabes, da Espanha, uma contra os turíngeos, quatro contra os ávaros, duas contra os bretões, uma contra os bávaros, quatro contra os eslavos, cinco contra os sarracenos da Itália, três contra os dinamarqueses e duas contra os gregos.

No Natal do ano de 800, o Papa São Leão o elevou à dignidade de Imperador, fundando assim a mais nobre instituição temporal da Cristandade, O Sacro Império Romano Alemão.

A 29 de fevereiro de 814, Carlos faleceu, depois de ter recebido a Sagrada Comunhão. Foi enterrado, segundo a legenda, em um nicho da Catedral de Aix-la-Chapelle, em posição ereta, sentado em um trono, cingido de espada e com o livro dos Evangelhos nas mãos.

É ele o modelo dos imperadores católicos, o protótipo do cavalheiro e a figura central da grande maioria das canções de gesta medievais”.

Quando se fala de Carlos Magno, de seus feitos e de sua grandeza, me vem à ideia a figura extraordinária de Moisés, também com seus feitos e sua grandeza.

Moisés estabeleceu a ordenação política e social do povo eleito, que era a pré-figura da Cristandade.

Ele recebeu a revelação dos Dez Mandamentos da Lei, o que levou o povo eleito até as portas da Terra Prometida, tirando-o do cativeiro.

Ele estabeleceu os elementos fundamentais para que o povo eleito se fixasse e dele viesse a nascer o futuro Salvador.
Moisés, catedral de Edinburgo, Escócia
Moisés, catedral de Edinburgo, Escócia
Carlos Magno teve uma tarefa que, considerada em essência, foi análoga à de Moisés.

Ele tomou o povo eleito verdadeiro, que não eram mais os judeus, que eram uma prefigura do povo eleito.

Mas o povo verdadeiro, que é o povo católico, que estava sujeito a uma servidão iminente da parte dos piores adversários.

E por uma luta tremenda, ele venceu esses adversários todos e estabeleceu os fundamentos da Civilização Cristã.

Para nós nos darmos ideia um pouco do que foi a tarefa de Carlos Magno, nós temos que considerar as condições de seu tempo.

Até o século V de nossa era, o Império Romano do Ocidente cobria toda a Europa Ocidental.

E, em linhas muito gerais, estendia as suas fronteiras desde o Reno e do Danúbio até Portugal, no sentido do Ocidente; até a Inglaterra no sentido do norte, e até a Itália no sentido do sul. Era portanto uma imensa unidade.

Ainda mais imensa porque as vias de comunicações muito mais lentas naquele tempo do que no nosso, faziam com que fosse muito difícil um imperador governar toda essa extensão.

De maneira que as dimensões do Império, calculadas em proporção com a máquina administrativa e política que deveria mantê-lo uno, eram proporções verdadeiramente gigantescas.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de conferência pronunciada em 30/10/72. Sem revisão do autor

Assim falava um chefe de Estado medieval: sermão de Carlos Magno


Carlos Magno medalhão comemorativo
Carlos Magno medalhão comemorativo
Sermão de Carlos Magno, pronunciado na grande assembléia de Aix-la-Chapelle, no mês de março de 802.

Sermão do Senhor Carlos, Imperador:

“Ouvi, bem amados irmãos! Fomos enviados aqui para vossa salvação, a fim de vos exortar a seguir exatamente a Lei de Deus e para vos converter na justiça e na misericórdia à obediência das leis desse mundo. 

“Exorto-vos primeiramente a crer em um só Deus, Todo Poderoso, Padre, Filho e Espírito Santo; Deus único e verdadeiro, Trindade perfeita, Unidade verdadeira, Criador das coisas visíveis e invisíveis, em quem está nossa salvação, e que é o Autor de todos os bens. 

“Crede no Filho de Deus feito homem para a salvação do mundo, nascido da Virgem Maria por obra do Espírito Santo. Crede que por nós sofreu a morte; que, ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos; que subiu ao Céu, onde está sentado à destra de Deus. 

“Crede que virá para julgar os vivos e os mortos, e que dará a cada um segundo suas obras. 


“Crede numa só Igreja, ou seja, na sociedade dos bons por todo o universo; e sabei que só estes poderão ser salvos, e que só aos que perseveram até o fim na Fé, na comunhão e na caridade desta Igreja pertence o Reino de Deus. 

Os que, por causa de seus pecados, estão excluídos dessa Igreja e não retornarem a Ela pela penitencia, não podem fazer neste século nenhuma ação que seja aceita por Deus. Estais persuadidos que recebestes no batismo a absolvição de vossos pecados. 

“Esperai na misericórdia de Deus, que nos perdoa os pecados, cada dia, pela confissão e pela penitência. Crede na ressurreição de todos os mortos, na vida eterna, no suplício eterno dos ímpios.

Carlos Magno recebe bispos da Gália, Grandes Chroniques de France
Carlos Magno recebe bispos da Gália, Grandes Chroniques de France
“Tal é a Fé que vos salvará se a guardardes fielmente, e se lhe acrescentares as boas obras, porque a Fé sem as obras é uma Fé morta, e as obras sem a Fé, mesmo quando são boas, não podem agradar a Deus. 

“Amai, pois, antes de tudo ao Senhor Todo-Poderoso com todo vosso coração e com todas vossas forças; tudo aquilo que credes ser-Lhe grato, fazei-o sempre, segundo vosso poder, com o socorro de Sua graça, mas evitai tudo o que O desagrada; porque mente quem pretende amar a Deus e não guarda Seus Mandamentos. 

“Amai vosso próximo como a vós mesmos, e dai esmola aos pobres segundo vossos recursos. 

“Recebei os viajantes nas vossas casas, visitai os pobres, e sede caridosos com os prisioneiros; na medida em que possais, não façais mal a ninguém, e não pactueis com aqueles que fazem mal a outrem, pois é mau não só prejudicar o próximo, mas também entender-se com aqueles que o prejudicam. 

“Perdoai mutuamente vossas ofensas se quereis que Deus vos perdoa os pecados. 

“Resgatai os cativos, socorrei aqueles que são injustamente oprimidos, defendei as viúvas e os órfãos, pronunciai juízos conforme à eqüidade; não favoreçais nenhuma injustiça, não vos abandoneis a longas cóleras, evitai a embriaguez e os festins inúteis. 

“Sede humildes e bons uns para os outros; sede fiéis a vossos senhores; não cometais roubos, nem perjúrios, e não tenhais nenhum entendimento com aqueles que os cometem. 

“Os ódios, a inveja e a violência nos afastam do Reino de Deus. Reconciliai-vos o quanto antes uns com os outros, pois, se está na natureza do homem pecar, arrepender-se é angélico, mas perseverar no pecado é diabólico. 

“Defendei a Igreja de Deus e ajudai-a, a fim de que os Padres de Deus possam rezar por vós. Lembrai-vos do que prometestes a Deus no batismo: renunciastes ao demônio e às suas obras, não retorneis em nada para ele, não retornais em nada às obras às quais renunciastes, mas permanecei na vontade de Deus como prometestes, e amai Aquele que vos criou e por quem tendes todos os bens.

“Que cada um sirva a Deus fielmente no lugar onde se encontra. 

São Pedro e São Paulo falam a Carlos Magno que dormia.
Catedral de Bourges, França
“Que as esposas sejam submissas a seus maridos; em toda bondade e pudor, guardem-se de atos desonestos; não cometam envenenamentos e não cedam em nada à cupidez, porque as que cometem esses atos estão em revolta contra Deus. 

“Que elas eduquem seus filhos no temor de Deus e doem esmolas conforme suas fortunas, com coração bom e alegre. “

Que os maridos amem suas esposas e não lhes digam nenhuma palavra grosseira; dirijam seus lares com bondade e reúnam-se com mais freqüência na igreja. Que doem aos homens o que lhes devem, sem murmurar, e a Deus o que é de Deus, de boa vontade. 

“Que os filhos amem os seus pais e os honrem. 

Que não lhes desobedeçam em nada e guardem-se contra o roubo, o homicídio e a licenciosidade.

“Que os clérigos e os cônegos obedeçam diligentemente as ordens de seus Bispos, conservem sua residência e não andam de um lado para outro. 

“Que não se imiscuam nas questões do século. 

“Que conservem a castidade: a leitura das Sagradas Escrituras deve lembrá-los, freqüentemente, o serviço de Deus e da Igreja. “Que os monges sejam fiéis às promessas que fizeram a Deus; não se permitam nada contrário à vontade de seu Abade, não procurem nenhum benefício vergonhoso; saibam de cor sua regra e a sigam regularmente, lembrando-se de que para um grande número teria sito melhor não pronunciar votos do que não cumprir o voto pronunciado.

“Que os duques, os condes e os juízes sejam justos para com o povo, misericordiosos para com os pobres; que não vendam a justiça por dinheiro, e que nenhum ódio particular os faça condenar os inocentes. 

Que tenham sempre no coração estas palavras do Apóstolo: ‘Teremos que comparecer, todos, perante o tribunal de Cristo, onde cada qual será julgado segundo suas obras, boas ou más'. 

Assinatura de Carlos Magno
Assinatura de Carlos Magno
O que o Senhor expressou pelas seguintes palavras: 'Assim como julgastes, assim sereis julgados', isto é, sede misericordiosos a fim de que Deus vos faça misericórdia. 

“ ‘Não há nada secreto que não deva então ser conhecido, nada escondido que não deva ser descoberto. No dia do juízo daremos contas a Deus de toda palavra inútil’. 

“Esforcemo-nos pois, com a ajuda de Deus, em agradá-lo em todas nossas ações, a fim de que, depois da vida presente, mereçamos nos rejubilar na eternidade com os Santos do Senhor. 

“Esta vida é curta, e a hora da morte é incerta, que outra coisa temos para fazer senão mantermo-nos sempre prontos? 

“Não esqueçamos como é terrível cair nas mãos de Deus. Pela confissão, penitência e esmola tornamos o Senhor misericordioso e clemente: se Ele nos vê retornar para Ele de todo o coração, terá logo piedade de nós e nos fará misericórdia. 

“Senhor, concedei-nos as prosperidades desta vida, e a eternidade da vida futura com Vossos Santos. Que Deus vos guarde, irmãos bem amados!”.

BÍBLIA CATÓLICA E BÍBLIA PROTESTANTE


Por que a Bíblia Católica é diferente da Protestante?


Muitas vezes, quando argumentamos com nossos irmãos protestantes nos deparamos com a questão daautoridade da Bíblia em detrimento da autoridade de Igreja, o que, via de regra, provoca um impasse nas discussões.  Torna-se importante determinar o que veio primeiro: a Bíblia ou a Igreja?
O entendimento Católico é simples e objetivo: A Revelação Escrita – ou seja, a Bíblia – foi confiada à Igreja, equipando-a assim para o cumprimento de sua missão; que é instruir e edificar os cristãos na fé.  Bem como, levar à todas as nações  o conhecimento da Obra Salvífica de Cristo, através do anuncio do Seu evangelho.  Isso fica bastante claro quando analisamos a história do desenvolvimento da fé cristã e da Igreja em si.
É fácil constatar  - e provar – historicamente que foi a Igreja quem compilou a Bíblia, ou seja, quem coletou todos os escritos apostólicos e/ou influenciados por ensinamentos apostólicos, analisando-os e posteriormente definindo quais desses escritos eram genuinamente inspirados – que quer dizer, de origem humana mas sob a inspiração divina, pelo Espírito Santo. Assim,  a Bíblia confirma a autoridade da Igreja, pois foi entregue a ela, compIlada, transmitida e preservada por ela, Tudo o que a Igreja ensina encontra-se explicita ou implicitamente na Bíblia. Embora algumas doutrinas católicas possam ser explicitamente encontradas apenas na Sagrada Tradição – que é a parte integrante, juntamente com a Bíblia, do de Depósito da Fé Cristã, e representa a parte não-escrita da Revelação Divina.
Por outro lado, o entendimento protestante é ofusco e impreciso e pode variar de acordo com o ponto de vista do interlocutor, bem como de acordo com as diferentes tradições protestantes. Em outras palavras, depende do ponto de vista de cada protestante e de sua denominação.  Contudo, a grande maioria deles é bastante rápida em afirmar que a Bíblia suplanta a autoridade da Igreja – Sola Scriptura – e consiste na única forma de autoridade do Cristão.
Quando questionados sobre o fato histórico  que por mais de três séculos os cristãos primitivos tinham apenas a autoridade da Igreja, pois a Bíblia não existia tal e qual a conhecemos hoje, o argumento protestante tende a desviar-se para campos subjetivos e imprecisos, de modo que torna-se quase impossível uma argumentação lógica. Uns, por desconhecimento da história, afirmam que a bíblia existiu desde o princípio. Acreditam que  logo após a Ressurreição do Senhor cada  cristão tivesse em casa um exemplar da Bíblia, onde então podia ler tudo sobre a fé e aprender sozinho o que lhe fosse de interesse. Outros,  dizem ainda que embora não houvesse uma bíblia compelida, haviam escritos avulsos, utilizados indiscriminadamente pelo cristão primitivo, que pacientemente aguardava o dia em que Lutero – 1500 anos mais tarde – pudesse determinar o que era de origem inspirada ou não. Finalmente, há aqueles que admitem que a Igreja primitiva era de fato autoritativa, contudo, fora corrompida, necessitando ser reformada. Depois da reforma, passou a ser irrelevante e supérflua, pois, como sabemos, foi pela reforma que a “doutrina” da sola Scriptura entrou em vigor. Mas seria razoável dar credibilidade aos pontos de vista protestantes, quando os fatos históricos desmentem seus argumentos?
Neste texto vamos nos deter na discussão dos Deuterocanônicos  para provar que nem tudo aquilo afirmado pelos membros do rebanho separado confere com a verdade
Até o início do séc. XVII, os 7 livros deuterocanônicos estavam presentes nas Bíblias protestantes. Isso é possível de ser constatado com uma simples consulta da  edição protestante KJV de 1611. A Bíblia do rei James (em português Jaime ou Tiago), também conhecida como Versão do rei James ou Bíblia KJV (em inglês: Authorized King James Version,Versão Autorizada do rei Jaime), é uma tradução inglesa da bíblia realizada em benefício da Igreja Anglicana, sob ordens do rei Jaime I, que teve sua primeira publicação datada de 1611. Foi somente após a morte do Rei Tiago é que os protestantes decidiram “reformar” sua bíblia, eliminando definitivamente os deuterocanônicos sob o errôneo argumento de esses livros seriam “apócrifos”, pois contrariarem os princípios sob os quais fundamentavam-se algumas das  doutrinas protestantes.
Para justificar essa decisão convencionou-se dizer entre os círculos protestantes que a Igreja Católica teria inserido os Deuterocanônicos na bíblia durante o Concílio de Trento. Contudo, é muito simples desmentir esta acusação,  basta conferir que estes livros já estavam inclusos no índice de bíblia Católica de Gutemberg – primeira versão impressa da Bíblia – publicada quase um século antes da realização do Concílio de Trento.
Veja:http://www.hrc.utexas.edu/…/gutenberg/web/pgstns/13.html
Infelizmente, algumas as versões mais variadas da bíblia protestante tem milhares de adulterações e erros de tradução.  Ademais, nenhuma dessas versões tem acesso  à outros manuscritos originais ( grego, hebraico e aramaico)  que não o CODEC, SINAITICUS OU Vaticanus, todos de posse da Igreja Católica. As adulterações foram tantas,  que 64.576 palavras estão faltando na corrupta versão NVI, isso equivale à dezessete versos inteiros!
Eis a  lista:
Em Mateus: 3 versos: 17:21, 18:11 e 23:14.
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Em Marcos: 5 versos: 7:16, 9:44, 9:46, 11:26 e 15:28.
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Em Lucas: 2 versos: 17:36, 23:17.
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Em João: 1 verso: 5:4.
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Em Atos: 4 versos: 8:37, 15:34, 24:7, 28:28,
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Em Romanos: 1 verso: 16:24 e
/
Em 1João: 1 verso: 5:7.
/
Total: 17 versos subtraídos!
A versão NVI foi lançada no Brasil, e certamente é a preferida das igrejas evangélicas adeptas e simpatizantes do movimento gay: ‘Sinos de Belém’ e ‘Acalanto’. Ótima, para as corriqueiras cerimônias “matrimoniais” homossexuais da igreja presbiteriana.
O que disseram alguns protestantes sobre os problemas citados acima?
O Reverendo. Dr. Aked, ministro batista, declarou à “Appleton’s Magazine,” em setembro de 1908:
“Nas páginas da versão protestante da Bíblia será achado erros históricos, enganos aritméticos, inconsistências e contradições múltiplas, e, o que é longe pior, a pessoa acha que os crimes mais horríveis são cometidos por homens que falam: ‘Deus disse,’ em justificação de seus terríveis atos. Além disso, a Bíblia inglesa é uma versão de uma versão que é uma tradução de uma tradução. Veio do hebraico, grego e latim em inglês. Em todas suas fases antigas foi copiada à mão de um manuscrito a outro por escritores diferentes, um processo que resultou em muitos enganos”.
Corrompendo e mutilando a Bíblia, Lutero e seus seguidores caem sob a maldição da própria Bíblia, que diz:
”Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; E se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro.” (Apoc. 22,18-19).
“É que de fato, não somos, como tantos outros, falsificadores da palavra de Deus. Mas é na sua integridade, tal como procede de Deus, que nós a pregamos em Cristo, sob os olhares de Deus.” (2 Cor. 2,17).
Ester artigo é uma adaptação do texto do coloborador Edmilson – Link FaceBook – para o Blog Ecclesia Militans.

DESINTEGRAÇÃO DA VENEZUELA - ETAPA FINAL DO SOCIALISMO

A etapa final do socialismo: a desintegração da Venezuela


Comentário do IMB



"O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros", disse Margaret Thatcher.  Na Venezuela, além do dinheiro, acabou também a paciência da população.
Cansada da escassez de produtos — falta de tudo: desde papel higiênico e jornais a produtos básicos de alimentação —, da inflação de preços galopante, da corrupção e da violência endêmica (a maior da América do Sul),dezenas de milhares de pessoas estão nas ruas protestando desde quarta-feira da semana passada.

O governo reprime as manifestações com violência.  Três pessoas foram assassinadas pelo governo e mais de 60 estão feridas.  A polícia está invadindo casas a esmo à procura do líder da oposição, que está foragido porque está jurado.

Há vários vídeos no YouTube descrevendo a situação e mostrando imagens do protesto. Este, em espanhol e em inglês, resume o que está acontecendo na Venezuela.  Este mostra imagens dos confrontos e contém cenas fortes.  Aqui um manifestante é espancado pelas forças do governo.  E este mostra o exato momento em que um manifestante é assassinado.

Duas páginas foram criadas no Facebook para narrar e mostrar, em tempo real, tudo o que está acontecendo na Venezuela: SOS Venezuela e Somos más del 46% - Venezuela.  Ambas estão postando fotos das manifestações.

Segundo o jornal espanhol El País, jornais e redes de televisão venezuelanos estão limitando a veiculação de notícias sobre as manifestações, a mando do governo.


Praticamente nenhum canal de televisão está transmitindo imagens dos protestos.  Jornais impressos, que dependem da autorização do governo para a compra de papel, também têm dado pouco destaque às manifestações. Até o momento, três jornalistas que cobriam os protestos estão presos.


O jornal espanhol também denunciou ainda a suspensão, por parte de Maduro, dos serviços de metrô e ônibus que fazem o transporte entre Caracas e os municípios próximos, Sucre, Chacao e Baruta, governados pela oposição — e palco do início dos protestos.

O artigo a seguir é um compêndio de nossos artigos sobre a Venezuela, organizado de maneira cronológica.  Ele permite entender como as políticas econômicas do governo levaram a situação a este ponto.
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A turbulência econômica que fustiga a Venezuela tem recebido crescente atenção da mídia internacional ao longo dos últimos meses. 


À medida que piora a situação econômica do país, seu governo vai se tornando cada vez mais autoritário.  No momento, ele está fazendo de tudo para solapar as bases do já extremamente deteriorado tecido social do país.

Em setembro de 2013, a contínua escassez de papel higiênico (que ocorreu após a escassez de alimentos e de apagões no setor elétrico) levou o governo a ocupar uma fábrica de papel higiênico, com o uso maciço de força militar, com o intuito de garantir uma "distribuição justa" dos estoques disponíveis.  Parece cômico, mas é imensamente trágico.
No início de novembro, após o presidente Nicolás Maduro acusar os fabricantes de manipulação de preços, ele ordenou que o exército ocupasse as lojas e confiscasse todos os bens com o intuito de vendê-los a "um preço justo".  Ato contínuo, Maduro mandou prender os comerciantes e ainda enviou o alerta de que "este é apenas o início de tudo o que farei para proteger o povo venezuelano". 

Logo após esse confisco, multidões se aglomeraram, ao longo de todo o país, em frente às portas de várias lojas de eletrodomésticos com o intuito de saqueá-las, o que chegou a ocorrer em vários casos.  

Maduro asseverou que o governo iria, dali em diante, supervisionar todas as redes varejistas do país para se assegurar de que os preços fossem significativamente reduzidos.  Também ordenou que todos os estoques das lojas deveriam ser liquidados.  Em um discurso televisionado, ele mandou a mensagem: "Não deixem que nada permaneça nas prateleiras".
Também no início de novembro, imediatamente após ter criado o Ministério da Suprema Felicidade Social — em mais uma tentativa de garantir a "felicidade para todas as pessoas" —, Maduro anunciou que iria antecipar o natal para o mês de novembro.  O intuito era "trazer felicidade para o povo e combater a amargura".  Ato contínuo, o presidente começou a distribuir benesses natalinas, já pensando nas eleições municipais de dezembro. 

Mas este populismo não era apenas uma questão de estratégia política.  A taxa de inflação de preços na Venezuela, como será demonstrado mais abaixo, já está nos três dígitos.  Em um cenário assim, os salários precisam ser distribuídos de forma rápida, antes que os preços subam ainda mais; daí a "antecipação" dos bônus natalinos.  Esse tipo de política não tem absolutamente nada de novo na história econômica do mundo: o atual episódio hiperinflacionário da Venezuela está se desenrolando de uma maneira muito semelhante ao da Alemanha da década de 1920.

A história da economia venezuelana e de sua decadente moeda, o bolívar, pode ser resumida na seguinte frase: "De mal a pior".  Com efeito, a situação já extremamente deteriorada da Venezuela conseguiu dar uma guinada para pior.

A espiral decadente da economia venezuelana começou de fato quando Hugo Chávez decidiu impor seu "socialismo moreno" ao país, uma excentricidade que, à época, chegou a ser relativamente bem recebida por vários setores da grande mídia.  Durante anos, a Venezuela manteve um volumoso programa de gastos sociais combinado com controles de preços e salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido, além de manter, como política externa, uma agressiva estratégia de ajuda internacional voltada majoritariamente para Cuba.  Todo este insano castelo de cartas conseguiu se manter solvente por um bom tempo unicamente por causa das receitas do petróleo.

Mas à medida que os custos deste populismo foram crescendo, o país teve de recorrer com cada vez mais frequência aos cofres da estatal petrolífera PDVSA e à impressora do dinheiro do Banco Central da Venezuela.  Isso resultou em um declínio contínuo do valor do bolívar — um declínio que se acelerou ainda mais após começarem a surgir notícias sobre o crítico estado de saúde de Hugo Chávez.
A morte de Chávez, no dia 5 de março de 2013, gerou um abalo sísmico em toda a economia venezuelana.  De maneira nada surpreendente, desde que seu sucessor Maduro assumiu o controle do país, o castelo de cartas venezuelano começou a desmoronar.  A taxa de câmbio do bolívar no mercado paralelo ilustra bem essa história.  Desde a morte de Chávez até novembro de 2013, o bolívar já perdeu 64,5% de seu valor em relação ao dólar no mercado paralelo, como mostra o gráfico abaixo.

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Gráfico 1: taxa de câmbio bolívar/dólar no mercado paralelo (linha azul) versus taxa de câmbio oficial declarada pelo governo (linha vermelha)

Essa acentuada desvalorização do bolívar, por sua vez, gerou uma extremamente alta inflação de preços na Venezuela.  Para economias altamente estatizadas, a desvalorização de uma moeda no mercado paralelo é o mensurador que melhor estima o real valor dessa moeda.  Com este mensurador, é possível inferir que a inflação de preços "reprimida" na Venezuela está atualmente nos três dígitos, alcançando o estonteante valor anual de 297%, como mostra o gráfico abaixo.
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Gráfico 2: inflação de preços oficial (linha vermelha) versus inflação de preços implícita (linha azul) acumuladas em 12 meses.

O governo reagiu exatamente como todos os governos populistas reagem aos aumentos de preços causados por suas próprias políticas: impondo controle de preços cada vez mais rígidos.  Obviamente, como Ludwig von Mises já havia explicado há várias décadas, estas políticas não apenas fracassaram completamente, como geraram um grande desabastecimento nos supermercados e uma constrangedora escassez de vários produtos essenciais, como papel higiênico. 
De fato, como mostra o gráfico abaixo, do próprio Banco Central da Venezuela, aproximadamente 22,4% de todos os bens existentes no mercado simplesmente não mais estão disponíveis nas lojas e nos supermercados da Venezuela.  Esse índice parece um remix daquela clássica música de Paul McCartney: "Back in the USSR".

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Gráfico 3: Índice de escassez de bens nas lojas e supermercados

Apesar dos congelamentos de preços e da escassez, nada foi feito para atacar a causa básica das aflições inflacionárias da Venezuela, que é o descontrole da oferta monetária.
Este gráfico mostra a evolução da quantidade de dinheiro na economia venezuelana (agregado M3) de acordo com as estatísticas do próprio Banco Central venezuelano.  Em sete anos, a quantidade de dinheiro na economia aumentou 93 vezes, ou incríveis 9.200%.
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Gráfico 4: evolução da quantidade de dinheiro na economia venezuelana

O governo Maduro reagiu a tudo isso recorrendo exatamente às mesmas táticas empregadas por outros regimes totalitários e com moedas destroçadas.  Do Zimbábue de Robert Mugabe à Coréia do Norte atual, o manual é simples: negar e enganar.

A verdadeira taxa de inflação de preços demonstrada no gráfico 2, de 297%, é cinco vezes maior do que a taxa oficial de inflação de preços, de 54%, que é divulgada pelo governo venezuelano e repetida pela imprensa internacional.

Com efeito, vejo no Financial Times este valor de "54%" e me pergunto: "Como eles acreditam nisso"?  Mas a resposta é cristalina: os censores venezuelanos são muito eficazes.  Talvez não tanto quanto os censores chineses, mas ainda assim eficazes.  Os jornalistas lotados em Caracas com os quais converso frequentemente me dizem que as agências de notícias já fazem voluntariamente todo o trabalho de auto-censura em prol do governo, pois querem evitar que seus jornalistas em Caracas sejam expulsos do país.

O problema é que, ao menos na Venezuela, tais políticas não são novidade nenhuma.  Há anos o governo controla os preços de vários bens.  Por exemplo, o preço do galão da gasolina prêmio está congelado em US$0,058, o que faz com que um galão de gasolina seja mais barato que um galão de água potável em Caracas.

Além da escassez, controles de preços podem levar a consequências políticas não imaginadas.  Uma vez que os controles de preços são implementados, é muito difícil revogá-los sem que isso gere inquietação popular — veja os distúrbios que ocorreram em 1989 na Venezuela, quando o presidente Carlos Perez tentou abolir o congelamento de preços.

Embora o congelamento mantenha os preços dos bens em níveis ostensivamente baixos no mercado oficial, eles inevitavelmente geram prateleiras vazias, privando vários consumidores de ter acesso a bens essenciais.  Controle de preços em conjunto com uma regulação da margem de lucro não pode gerar outra coisa senão o desabastecimento.  Como resultado, escassez de produtos bateu recordes na Venezuela


Recentemente, em uma reação estouvada às aflições econômicas do país, Maduro exigiu — e conseguiu — que o Congresso lhe concedesse poderes emergenciais e ditatoriais sobre toda a economia.  Sua primeira medida foi estipular um limite nos lucros das empresas.  Essa, no entanto, é apenas uma tática para gerar distração, pois a própria inflação de preços corrói os lucros e dilui a taxa de retorno dos investimentos. 

Maduro também lançou um feroz ataque à indústria automotiva, assinando um decreto para regular a produção e os preços de automóveis "da porta da fábrica até os pontos de revenda".  Como consequência, o governo começou a controlar os preços dos carros e a ameaçar de prisão todos aqueles que ousarem vender automóveis aos seus preços de mercado.  Será interessante ver quem Maduro irá culpar quando esta medida resultar em escassez de novos carros.

O governo venezuelano alega que a alta inflação de preços e o desabastecimento generalizado de produtos básicos são resultado tanto de uma "guerra econômica" feita pelos EUA quanto de maquinações maquiavélicas da "classe burguesa parasítica" da Venezuela.  Por isso, Maduro começou a mobilizar suas tropas contra estes "inimigos" e passou a encarcerar todos os comerciantes que pudessem ser enquadrados no crime de "usura" e "extorsão".

Veja no vídeo abaixo o desespero de um comerciante ao ser preso pelo governo pelo simples fato de não ter reduzido seus preços como ordenava o governo:


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Essa escolha entre preço "justo" e encarceramento é agora a norma para os empreendedores da Venezuela.  Herbert Garcia, chefe do Alto Comissariado para a Defesa Popular da Economia, disse bem claramente: "Temos de garantir que todas as pessoas tenham uma TV de plasma e uma geladeira de última geração".
O único problema é que o governo não foi capaz de fazer com que sua rede estatal de energia elétrica fornecesse eletricidade o suficiente para alimentar os produtos eletroeletrônicos espoliados, e os constantes e volumosos apagões não estão deixando os espoliadores usufruírem os produtos de seus saques.

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Comprovando sua ignorância econômica, Maduro disse que o Banco Central venezuelano tem de estar mais atento às maquinações dos empresários do país e divagou: "Se estamos baixando os preços dos produtos em quase 100%, isso deveria impactar a taxa de inflação, não?"  É claro que não.  Enquanto o Banco Central continuar criando dinheiro para financiar o governo (ver o gráfico 4), a inflação de preços continuará subindo.  E ao ativamente estimular os saques aos comerciantes, o governo está deliberadamente desestabilizando a sociedade venezuelana, muito provavelmente com o intuito de ter a justificativa para adotar medidas ainda mais radicais.


Em abril de 2013, quando Nicolás Maduro oficialmente assumiu a presidência após uma vitória bastante questionável nas urnas, várias pessoas especularam que ele seria mais conciliador e moderado que seu antecessor Chávez.  Ledo engano.  Já está claro agora que, sob Maduro, o chavismo foi elevado ao paroxismo e que o pior ainda está por vir na Venezuela.

Steve Hanke é professor de Economia Aplicada e co-diretor do Institute for Applied Economics, Global Health, and the Study of Business Enterprise da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.  O Professor Hanke também é membro sênior do Cato Institute em Washington, D.C.; professor eminente da Universitas Pelita Harapan em Jacarta, Indonésia; conselheiro sênior do Instituto Internacional de Pesquisa Monetária da Universidade da China, em Pequim; conselheiro especial do Center for Financial Stability, de Nova York; membro do Comitê Consultivo Internacional do Banco Central do Kuwait; membro do Conselho Consultivo Financeiro dos Emirados Árabes Unidos; e articulista da Revista Globe Asia.