Milagre o Testemunho da Verdade

domingo, 13 de janeiro de 2019

A chave para entender o Protestantismo






Para os protestantes de plantão, que dizem que o padre generalizou, e que voces adoram a Cristo em carne, vou dizer uma verdade. Acreditar que o verbo se fez carne, nao significa o mesmo de adorar a humanidade dele e sim prestar o culto a esta humanidade que se concretiza como a manifestação da fé. Culto este que se realiza com culto de sacrifico, a qual mas perfeito, sublime e infinitamente mais espiatorio, do que o culto dos israelitas que ofereciam um cordeiro, o nosso é o cordeiro de Deus que é oferecido.


Saibam que nao existe culto de adoração sem sacrifício, vocês fazem e entendem de uma forma errônea.

Como explicou o ex pastor protestante, Scott Hans, em seu livro intitulado no Brasil como Todos os Caminhos Levam a Roma: "Os protestantes definem a adoração em termos de cantos, louvores e pregações. Assim quando os católicos cantam a Maria, lhe dirigem súplicas através da oração e pregam sobre ela, os protestantes interpretam que está sendo adorada. Mas os católicos definem a adoração como o sacrifício do sangue e do corpo de Jesus, e nao nunca ofereceriam um sacrifício de Maria ou a Maria sobre o altar. "

De fato vocês não adoram o verbo em carne, como assim, vocês pensam que adoram na interpretação de vocês, mas segundo a tradição dos apóstolos não adoram. Jesus faz presença em carne e divindade na eucaristia, e desde o primeiro séculos os Cristãos fazem este culto de adoração no domingo, quando o mesmo faz presença na eucaristia, verdadeiramente corpo, alma e divindade de Cristo.
O padre resumiu e eu estou resumindo mais ainda, para vocês entenderem melhor tem que estudarem a doutrina Católica, por isto este curso é para Católicos o padre ensina uma coisa, mas vocês entendem de outra maneira.
Agora eu pergunto em qual momento vocês fazem um culto de adoração do corpo de Cristo.
Em qual momento vocês fazem culto de adoração. A reposta não fazem, vocês fazem culto de louvores, cantos e pregações, achando estar fazendo, mas nao fazem, porque nunca fizeram. pregações sobre Deus nao é adoração, pois fazer palestra seja sobre qualquer assunto, ou cantar sobre qualquer coisa, nao torna um culto de adoração. Todo culto adoração existe sacrifício, como os israelitas faziam, sacrificavam um Cordeiro e ofereciam pelos pecados do povo.
Nós  o fazemos, mas de uma forma perfeita como os as apóstolos fizeram, sendo que o cordeiro agora é Cristo, sendo feito um culto de adoração tendo todo o centro a eucaristia, sendo oferecido em sacrifício o Cordeiro de Deus que veio tirar os pecados do mundo, a qual o seu corpo na eucaristia é verdadeiramente sua carne que é unida a sua divindade, os dois sao um, a pessoa humana e divina de Cristo, uma so coisa, nao misturado, distintos, mas nao separado, o filho de Deus , o verbo que se fez carne, a qual o mesmo morreu por nos e é este sacrifico que é oferecido pelos pecados do mundo. A Santa Missa é a onde celebramos sua morte e ressurreição.

Portanto o Padre estar certo em afirma que vocês não adoram o Cristo na sua humanidade, vocês não acreditam na presença real e física de Cristo na eucaristia, logo como poderiam adorar esta humanidade unida a sua divindade. Portanto não o adoram.

Espiritualmente vocês direcionam preces ao mesmo, mas nunca fazem o culto de adoração eucarístico e mesmo que quisessem nao foram ungidos e ordenados pelos apóstolos para isto, sucessão apostólica passou isto aos bispos Católicos, que vem desde o primeiro seculo.
Portanto, acreditar que o verbo se fez carne, nao é o mesmo de adorar esta humanidade, nao é o mesmo de adorar o verbo que se fez homem, e que a sua humanidade pode ser cultuada na eucaristia que estar unida a sua divindade.
A sua humanidade pode ser sim contemplada nas representacoes artísticas, podemos sim contemplar, sua humanidade na sua realidade biológica do Deus que estar eternamente ligada a Maria, já que esta humanidade nao se separou de Jesus, sendo ela eternamente sua Mae, sendo Cristo ainda e eternamente atentos aos clamores e pedidos da sua Mae, nos Católicos atendemos o seu ultimo pedido feito ao discípulo na Cruz, dizendo discípulo eis  tua mae, e como ele a recebemos em nossa casa. Se estou errado va, em qualquer sacrário na terra adorar a presença física e real, da humanidade em carne de Jesus, que é unida e ligada a sua divindade em uma so coisa, alma e corpo, Para vocês continua sendo um pão, para nós  ela estar ocultada nas aparência do pão, mas como no milagre e em mistério, para nós é Deus conosco, que comungamos, não um Deus morto, mas que permanece vivo na sua carne e divindade dentro de Nós. Acreditamos em suas palavras isto é meu corpo, e muitos o deixaram pois entenderam muito bem o que ele falou no aramaico, e como Sao Paulo deixou claro, quem comunga o corpo de Cristo, sem fazer distincao do que estar comungando, estar condenado, pois eles a comungaram indignamente como se foce apenas pao, mas para nós  é o corpo de Cristo. Esta entre outras é a humanidade de Cristo que é rejeitada por vos, se nao, entao comecem a contemplar pelo menos, as representacoes da humanidade de Cristo, como voces a fazem quando olham retrato de familiares, elas sao como espelhos, nao sao o mesmo, mas refrete a imagem do Cristo que se fez homem, nos fazem relembrar nas representacoes artísticas, como o presépio, a cruz a via sacra, o santo sudário, a sagrada face, tudo isto nos faz, meditar na humanidade de Cristo que padeceu por nos na terra, aqual ressuscitou em carne ao mesmo que é Deus eternamente.

Deve se adorar a Deus, sem separá-lo, da sua humanidade, a unica e santa trindade, o Deus pai, Espirito Santo e Deus filho que se fez homem, que no mistério são um, a qual o adoramos na eucaristia.

O culto da missa é totalmente direcionado a adoração eucarística, ali estar a humanidade de Cristo unida a sua divindade, é o mesmo Deus que estar no céu.



Devoção a Sagrada Face



Que Jesus seja bendito. 
Bendita seja a Santa Face de Jesus. 
Bendita seja a Santa Face na majestade e formosura de seus traços celestiais. 
Bendita seja a Santa Face na Transfiguração do Tabor. 
Bendita seja a Santa Face no suor de sangue de sua agonia. 
Bendita seja a Santa Face nas humilhações da Paixão. 
Bendita seja a Santa Face nas dores da morte. 
Bendita seja a Santa Face na glória da Ressurreição. 
Bendita seja a Santa Face nos esplendores da luz eterna.


"Resplandeça a claridade do teu rosto sobre o teu servo, / salva-me pela tua misericórdia" (Salmo 30,17). No Céu, nós adoraremos a Sua Sagrada Face e O louvaremos incessantemente. Somos chamados a começar aqui na Terra. Os Salmos nos exortam a abençoar o Seu Nome e a chamá-Lo, para que possamos caminhar na luz de Sua Face: "Alegrai-vos, justos, no Senhor, / celebrai a memória da sua santidade." (Salmo 96,12). Por todo o livro dos Salmos, somos admoestados a clamar pelo Nome do Senhor, para implorar pela luz de Sua Face.

Sim a imagem de Cristo deve ser adorada, sim  o Cristo que padeceu na Cruz é Deus que nao se separa da sua humanidade, sim o  contemplamos, ele ressuscitou em sua humanidade, assim como a Tomé para os que nao crê, Jesus mostre suas chagas, Jesus ressuscitado, meu Senhor e meu Deus, se ajoelhamos para adorar suas chagas e a sua sagrada face, pois o senhor é o mesmo Deus de ontem e o é eternamente. 


Oração “A Seta de Ouro”

O santíssimo, sacratíssimo, adorável, incompreensível e inefável Nome de DEUS, seja sempre santificado, amado, adorado e glorificado no Céu, na Terra e em todo o Universo, por todas as criaturas de DEUS e pelo Sagrado Coração de Nosso Senhor JESUS CRISTO no Santíssimo Sacramento do Altar.

Amém.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Lutero, Santo Tomás de Aquino e a interpretação pessoal da Bíblia – Livre Exame




O grande apologista cristão Peter Kreeft, escreve em uma de suas obras um dialogo entre Martinho Lutero e São Tomás de Aquino, onde a interpretação particular das escrituras é colocada em xeque, acaso o puro raciocínio lógico resolveria a questão? Vejamos:

AQUINO:
Ora, julgo que posso provar-te que a interpretação privada leva-nos ao erro se tu, apenas, permitires que eu faça-te algumas perguntas no estilo socrático.
LUTERO:
Faze-as.
AQUINO:
Tu pensas que meu Catolicismo vem de mim ou de Deus? É o Espírito Santo que me induz à submissão à Igreja Católica e ao Papa e a acreditar em todos estes ensinamentos que tu rejeitas ou é meu próprio espírito humano?
LUTERO:
Teu espírito humano obviamente.
AQUINO:
Então, ao assim proceder, caí em erro, tu dizes.
LUTERO:
De fato.
AQUINO:
Então, a interpretação privada leva-nos ao erro.
LUTERO:
Isto é um sofisma!
AQUINO:
Não, é apenas lógica. Um de dois contraditórios deve ser falso.Objetas a isto?
LUTERO:
Não…
AQUINO:
E nossas duas posições são contraditórias, tu o dizes?
LUTERO:
Sim. Espere — suponha que eu diga não?
AQUINO:
Então, recebo-te com braços abertos à união e à reconciliação com Roma!
LUTERO:
E se eu disser que são contraditórias?
AQUINO:
Então, um de nós foi levado ao erro.
LUTERO:
Sim.
AQUINO:
Logo, a interpretação privada leva ao erro.
Na figura de São Tomás de Aquino, Peter Kreeft nos demonstra logicamente que, se não é o Espírito Santo que nos leva ao Catolicismo, e sim a nossa interpretação pessoal, o Sola Scriptura é falho; pois se a interpretação pessoal dos textos bíblicos é um equivoco, é mesmo de fato o Espírito Santo que nos conduz à religião Verdadeira, Católica.

Não nos esqueçamos que fazer uso do livre exame das escrituras e tirar conclusões pessoais - que contradizem a legítima interpretação das escrituras ensinada pelo magistério da Igreja - é perigoso e pode levar à ruína. A Bíblia isolada, separada da Tradição Apostólica, pode ser interpretada de diversas formas diferentes contraditórias à real interpretação, inclusive criando situações infundadas, baseadas em interpretações errôneas das Escrituras, assim como fez o próprio diabo:
o diabo o levou à Cidade Santa e o colocou sobre o pináculo do Templo e disse-lhe: "Se és Filho de Deus, atira-te para baixo, porque está escrito: Ele dará ordem a seus anjos a teu respeito, e eles te tomarão pelas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra". (Mt 4, 5-7)
Logo, pode-se criar "base bíblica" para corromper, enganar, atacar a verdade, proibir o que não se deve proibir, liberar o que não se deve liberar. Ora, é possível deturpar as Escrituras para "transformar" mentira em verdade e vice-versa. É possível usar as Escrituras para arruinar a vida do próximo e até a própria vida:
Isto mesmo faz ele em todas as suas cartas, ao falar nelas desse tema. É verdade que em suas cartas se encontram alguns pontos difíceis de entender, que os ignorantes e vacilantes torcem, como fazem com as demais Escrituras, para a sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo-o de antemão, precavei-vos, para não suceder que, levados pelo engano desses ímpios, venhais a cair da vossa firmeza.(2 Pe 3, 16-17)
Infelizmente essa é a realidade que vemos em milhares de grupos separados da Igreja Católica, que se apoiam nas Escrituras, mas que não se entendem entre si, pois não à interpretam da mesma forma: onde uns guardam o sábado, outros o domingo; uns batizam crianças, outros não; uns dizem que já estão salvos antecipadamente, outros não; uns calvinistas, outros arminianos; fora os Testemunhas de Jeová, Mórmons, Neo-Pentecostais, etc. A cada desavença vão fundando novas denominações e se separando cada vez mais, é a reforma da reforma sem fim, e cresce a cada dia o numero de "Desigrejados".

Raciocinemos, não é difícil de entender que entre numerosos contraditórios, apenas um pode conter a verdade integral, enquanto todos os outros são falsos, ou no máximo contém verdades incompletas. Ora, trata-se de lógica, um de dois contraditórios deve ser falso.

Acaso o Deus perfeito, deixaria seus textos Sagrados à mercê de tantos erros? É obvio que não, é necessário que exista uma legítima interpretação das Escrituras. Deus, em sua infinita perfeição, nos deixou sua Igreja visível na terra (cf. Mt 16,18), que através da Sucessão Apostólica permanece até os dias de hoje, e para garantir que as Escrituras sejam compreendidas corretamente por nós, Deus guia a autoridade de ensino da Igreja - o Magistério - para que esta possa interpretar perfeitamente a Bíblia e a Sagrada Tradição. É a mesma autoridade dos bispos, que reunidos nos primeiros séculos, aprovaram o cânon da Bíblia.

Peter Kreeft nasceu em família protestante (calvinista) e converteu-se ao catolicismo romano após viver uma profunda busca pela verdade, hoje é mestre e doutor pela Fordham University, e também considerado um dos maiores escritores apologistas dos Estados Unidos.

Triálogo de Peter Kreeft entre Lutero, Tomás de Aquino e C. S. Lewis, comentário por Veritatis Catholicus.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

APARIÇÃO DE MARIA AOS MUÇULMANOS E ORTODOXOS - IGREJA COPTA EM SHAUBRA, EGITO


As Aparições da Virgem de Zeitoun

Comemorado em 2 de ABRIL - O maior fenômeno sobrenatural de todos os tempos -A Santa que se deixou ser fotografada e apareceu na televisão em transmissão ao vivo.

Uma investigação oficial, concluiu que é incontestável; de uma forma clara e brilhante, a Virgem Maria Mãe de Jesus, tinha aparecido na igreja de Zeitoun (Zeitun) Egito, diante de milhares de mulçumanos e cristãos. (Disse o reporte do General Information and Complaints Department, Zeitun, Egito 1968)

A igreja de Zeitun, não é uma igreja católica, ela é uma igreja Copta Ortodoxa, dedicada a Maria Mãe de Jesus. O Chefe desta igreja na época das aparições era o Papa Kyrillos VI, patriarca de Alexandria. As aparições foram televisionadas ao vivo pela TV egípcia, mas na época não existia a facilidade dos vídeos cassetes. Muitas fotos foram tiradas por fotógrafos profissionais apesar da mídia do ocidente não ter dado muita importância para as aparições, que foram vista por mais de 2 milhões de pessoas entre padres, bispos, presidentes, ricos, pobres, muçulmanos e testemunhadas por outras religiões.



FOTO REAL

Foto real da aparição da Virgem Maria em Zeitun 

Desenho artístico da aparição da Virgem em Zeitun

Enquanto todos na América estavam assistindo à Convenção Democrática em Chicago ou vendo radiodifusões da zona de guerra ao vivo do Vietnã, a Mãe de Deus estava aparecendo para milhares de pessoas na terra das pirâmides, em uma igreja cóptica construída no local para comemorar a vinda de Maria, José e Jesus para o Egito, que fugiam de Herodes. As Aparições começaram em 2 de abril de 1968, quando estranhas luzes começaram a mudar a vida de milhares de pessoas. As aparições de Maria em Zeitun surpreendiam e emocionavam multidões. O milagre chegou ser televisionado pela TV egípcia, fotografada por centenas de fotógrafos profissionais e milhares e milhares de pessoas testemunharam o evento. O Próprio presidente egípcio Abdul Nasser, um marxista declarado, presenciou este milagre. As aparições seguiram por três anos, acompanhadas por numerosas curas registradas por vários profissionais médicos. A polícia local que inicialmente pensou tratar-se de uma farsa elaborada por um brincalhão, procurou descobrir qualquer tipo de dispositivo que poderia ser usado para projetar tais imagens. Mas eles fracassaram em sua busca.

MULÇUMANOS que viram as aparições cantaram versos do Alcorão; " Maria, Deus te escolheu. E purificou -lhe; Ele escolheu-lhe. Acima de todas as outras as mulheres ".

A Virgem foi vista acompanhado por uma pomba de luz em aparições que duraram de alguns minutos até nove horas seguidas. Kyrillos VI, o patriarca copta, formou uma comissão para investigar as aparições. Vários comissários observaram nuvens de fumaça alaranjada sobre a igreja na hora das aparições e a figura de uma mulher cercada por um globo muito luminoso acompanhado por pombas em forma de luz.

Kyrillos VI, anunciou publicamente um ano depois do início das aparições que ele não teve nenhuma dúvida de que a Mãe de Deus estava aparecendo sobre o telhado de IGREJA COPTA DE SANTA MARIA. Segundo sua santidade, para aqueles que, como o apóstolo Tomé, precisou ver para crer, a Maria ofereceu uma demonstração televisada inequívoca em Zeitoun. Ainda, por causa da indiferença da mídia ocidental, muito poucos tiveram a oportunidade de ir ao Egito, e o mundo não ficou sabendo dos aparecimentos surpreendentes da Santa Maria.

MARIA NA IGREJA COPTA DE St. DAMIAN, SHAUBRA, EGITO
Mais recentemente, o aparecimento de uma mulher coberta de luz foi observado sobre o telhado da Igreja de St. Damian em Shoubra, Egito, no subúrbio de Cairo. Começou em 1983 e foi vista com freqüência nos anos 80. A mulher apareceu para milhares de pessoas, sobre a igreja cercada por luz em aparições que duravam até cinco horas. Shenouda III, o chefe da Igreja copta na ocasião, estabeleceu uma nova comissão para investigar a Senhora de Luz. Em 1987, concluiu a comissão: Nós Agradecemos ao Senhor esta bênção. Nós também agradecemos a polícia e a o Departamento do Interior e os esforços incansáveis para manter a segurança e a ordem entre as milhares de pessoas que passaram dias e noites em oração. Nós pedimos para todas as pessoas que permaneçam tranqüilas. Assim todos poderão receber a bênção da Virgem merecidamente, de St. Damian e de todos os santos. Deus salve nosso país. Nós rezamos para que ele possa guiar o Egito e todas as crianças egípcias para a paz e a prosperidade. Este fenômeno é um penhor de bem-estar para todas as nações.

A DELEGAÇÃO DO PAPA DA IGREJA CÓPTA EM ZEITUN
"Em Zeitun, o testemunho silencioso da Mãe de Deus renovou a fé de milhares de féis muçulmanos e Cristãos.'"

H. H. Papa Kyrillos VI,
116º Papa de Alexandria IGREJA COPTA ORTODOXA
(de maio 1959 até 1971, março)

Alguns padres do alto grau foram delegados então pela sua Santidade Anba Kyrillos VI, Papa de Alexandria, para fazerem pesquisas e investigações naquele mesmo lugar onde surgiram às aparições. Eles ficaram lá durante várias noites investigando e investigando até que eles viram com os próprios olhos a aparição da Virgem santificada em sua forma perfeita andando sobre as cúpulas e abençoando as multidões na frente da igreja.

Durante aquele período Ela foi vista em formas diferentes, todo o corpo vívido e luminoso; às vezes apenas o busto,  às vezes em corpo inteiro, sempre cercada por um circulo reluzente branco ou fazendo o aparecimento dela nas aberturas das cúpulas ou no espaço entre as cúpulas nas quais Ela se movimentava andava e se curvava perante a Cruz no telhado de igreja. Ela também surgiu sobre milhares de pessoas que estavam na frente da igreja e as abençoou com gestos de suas mãos.  Às vezes a aparição estava na forma de um corpo celestial como uma nuvem branca brilhante ou na forma de luz precedida por algumas formas espirituais como pombas voando em grande velocidade.

Estas aparições foram acompanhadas e analisadas através de dois pontos importantes:

1.  Primeiro é a convicção forte em Deus, muitas pessoas se converteram e se regeneraram. Inclusive mulçumanos se converteram.

2. Segundo é a cura milagrosa que ocorreu em muitos enfermos. Estas pessoas foram examinadas por médicos e cientistas que comprovaram estas curas.

VIDEO DA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DA LUZ, NO EGITO

ANO 2009:  Neste incrível vídeo da reportagem do canal CTV, sobre a Aparição de Nossa Senhora da Luz entre 10 a 13 de dezembro de 2009, sobre a Igreja Copta Ortodoxa do Cairo podemos conferir:

0:00 - No inicio uma apresentação da importância de Maria; Mostra a multidão de se aglomerou diante da igreja, durante as aparições, milhares e milhares de testemunhas.
1:18  - Imagens da igreja, com suas cruzes no topo iluminadas pela luz elétrica..
Cenas do milagre
2:15  -  Imagens gravadas de celular da aparição de Nossa Senhora no alto da Igreja.
2:53  - O padre manda apagar as lâmpadas da igreja,  nesta parte do vídeo somente a Aparição da Virgem ilumina a igreja
3:06 -  A Virgem aparece na frente da Igreja, observa a multidão testemunhando.
3:17 - A equipe de reportagem conseguiu flagrar a revoada de pombos em forma de cruz, fenômeno sempre observado nos locais das aparições.
3:20 - A revoada bem nítida de um pombo, antes dele ficar luminoso.
3:40 - Em outro momento gravado, apareceram correndo no céu entre as nuvens,  bolas luminosas.
5:05 – RELEMBRANDO: Fotos reais da primeira aparição de Nossa Senhora da Luz em Zeitoun, Egito, ano de 1968

DEPOIS DE 5:20 do vídeo TEMOS UMA VINHETA COM MONTAGENS COMPUTADORIZADAS feita para apresentação do vídeo das aparições. Por favor, este trecho é apenas uma vinheta, com a revoada tradicional dos pombos em forma de cruz e as igrejas iluminadas com as aparições.



CURAS MILAGROSAS EM ZEITOUN:
Ao visitarem a Igreja cóptica de Zeitoun muitos pacientes que sofriam de doenças incuráveis milagrosamente tiveram sua saúde restabelecida. Membros do Comitê Papal examinaram as curas cientificamente e constaram muitos milagres.

Alguns dos muitos Depoimentos Documentados:

A VIRGEM RESTABELECE A VISÃO DE UMA MULHER:
Depoimento: Sra. S.S.T. estava ficando cega de uma das vistas. Os médicos não puderam ajudá-la. Certa noite, ela sonhou com a Virgem e Ela pediu-lhe que fosse até a Igreja de Santa Maria, onde as parições ocorriam.  A Virgem fez sua aparição sobre a cúpula de igreja, depois desceu até esta senhora, fez o sinal da cruz em cima dos olhos dela. A senhora, na alegria tentou abraçar a Virgem, mas as mãos dela não seguraram nada. A senhora voltou para sua casa com o coração cheio de alegria, sua visão foi restabelecida. O milagre ocorreu na frente de centenas de testemunhas e foi publicado nos jornais.

A VIRGEM E O FRASCO DE ÓLEO:
Depoimentos: Quando a liturgia terminou, eu estava conversando com minhas amigas em um altar lateral, quando uma senhora muito bonita vestida de branco, me ofereceu um frasco de óleo, ao olhar para o frasco, por incrível que pareça, eu vi a figura da Virgem no  óleo. A senhora sorriu e então desapareceu.

A BÍBLIA E A BALA:
Depoimento: M.H. é meu único filho. Ele se alistou no exercito e foi lutar na guerra de outubro (1973). A conselho de um diácono da igreja de Santa Maria dei para ele usar em seu bolso uma pequena bíblia, a fim de protegê-lo; Na batalha meu filho foi atingido por uma bala que poderia ter alcançado seu coração. Porém, seu trajeto foi parado pela Bíblia, apesar da força da bala ter sido tal que poderia ter penetrado uma parede. Eu mostrei a Bíblia com a bala a todos na igreja e ao Papa Shenouda III.

ESTE É SEU NOIVO:
Durante as aparições 5 casos semelhantes de conversão: Jovens que não pertenciam a congregação apareceram na igreja contando que sonhavam repetidamente com uma senhora de branco que lhes apontavam para a imagem de um Cristo e lhes diziam: “Este é seu Noivo”. Os sonhos eram praticamente idênticos e por incrível que pareça as jovens não se conheciam e nem tiveram contatos anteriores. Hoje elas são freiras.

A VIRGEM E O PESCOÇO COM O CÂNCER:
Depoimentos: O Deus! Como esta senhora chorou! Era quase uma inundação de lágrimas! Foi então eu me aproximei e lhe perguntei o que estava acontecendo.  Ela respondeu que tinha rezado para a Virgem , mas ela não a curou do tumor no pescoço. A mulher tinha filhos pequenos e os médicos disseram que só viveria por mais 40 dias.  Eu lhe assegurei que, se ela rezasse na aquela noite fervorosamente a Virgem iria curá-la. Então, eu a untei com óleo santo.  Naquela noite, a senhora em sua casa pediu a Virgem insistentemente pela  cura. Ela dormiu aos prantos. A Virgem veio a ela e em um tom misericordioso e amoroso declarou para ela: " Não tenha medo, eu vou curá-la". Em seguida a Virgem, tocou o pescoço da mulher com a mão e extraiu o tumor maligno e o colocou sobre um armário no quarto. No dia seguinte, a senhora se apressou até a igreja em grande alegria, levando o tumor em um lenço. Ela se levantou no meio da congregação e contou toda a história de seu milagre!

SETE CRUZES E A PALAVRA ' AVNOTI' EM CARTAS CÓPTICAS:
Depoimento: O filho tinha uma doença mental incurável e seu marido foi embora, a mulher vivia em depressão. Um dia esta mãe veio à igreja, dizendo que acreditava nas aparições, mas não era uma cristã. Eu lhe respondi que Deus estendeu sua clemência a todas as nações, a todos do mundo. Eu então lhe aconselhei a freqüentar um circulo de orações, para pedir ajuda a Virgem. Antes dela partir, pediu-me um pouco de óleo santo para a untar seu filho que estava muito agitado... Depois de 2 meses a mulher voltou a me encontrar na igreja, ela disse que seu filho de 15 anos estava completamente curado. Também, o marido voltou para casa. A família foi reunida e eles vivem felizes. Após ter usado o óleo, seu filho do nada, escreveu numa folha de seu caderno a palavra copta "Avnot" e desenhou sete cruzes, a partir dai, ele começou a melhorar, cada vez mais. Ela me entregou o papel e eu o mostrei a congregação, durante  todo aquele alvoroço do papel indo de mão em mão ele acabou desaparecendo, alguém sumiu com ele. Acho que deveria ter tido mais cuidado e evitado que tirassem o papel de minhas mãos.

DOENÇA NA ORELHA:
Depoimento: Sra. A.F. teve uma doença séria na orelha para a qual os médicos não achavam nenhuma cura. Ela encostou sua orelha no quadro da Virgem que tinha em casa e com grande fé, pediu a Virgem para curá-la, depois de ter recorrido à ajuda da Virgem, sentiu fé e esperança. Ela dormiu e à noite a Virgem veio em seu sonho e disse:, " Eu ouvi seu chamado e aqui eu estou.... eu vim curar-lhe". A senhora despertou, completamente recuperada.

OS MUÇULMANOS E OS MILAGRES DE  MARIA
Em muitas partes do Alcorão (Livro sagrado dos Mulçumanos), há referências de estima e de respeito extremo para com a Virgem Maria Mãe de Jesus. Ela foi escolhida por Deus enquanto outras mulheres foram lançadas fora. Ela não foi tocada por homem e Deus fez para Ela muitas maravilhas.  Os Mulçumanos que viram as aparições de Zeitoun cantaram os seguintes versos do Alcorão; " Maria, Deus te escolheu. E purificou -lhe; Ele escolheu-lhe. Acima de todas as outras as mulheres ".

A IMPRENSA ACOMPANHA AS APARIÇÕES DA VIRGEM EM ZEITOUN

Aparições de Maria no Cairo
The New York Times. domingo 5 de maio de 1968
NOTICIA PUBLICADA NA A GAZETA EGÍPCIA.
SEXTA-FEIRA, 11 de ABRIL de 1969,
Reporter : GEORGE SHAFIK

APARIÇÃO DE VIRGEM AINDA É UM MISTÉRIO (tradução)
"Mais de dois milhões de  estrangeiros assistiram uma cerimônia na Igreja da Virgem  Maria de Zeitun, perto do Cairo, em comemoração ao primeiro aniversário da aparição de Nossa Semhora. Embora tenha se passado um ano, as aparições ainda continuam acontecendo. O mais recente relatório do aparecimento dela ocorreu na sexta-feira 4 de abril, quando Ela foi vista durante trinta minutos entre a cúpula central e a cruz situada sobre o telhado da igreja.

Em três outras recentes ocasiões as aparições foram precedidas pelo aparecimento de nuvens brancas amoldadas como pomba, em seguida surgiu uma luz que cobriu a igreja.  Sua Santidade Kyrollos VI, o Papa de Alexandria e de toda a África e o Patriarca Ortodoxo cóptico fizeram uma declaração , nesta cerimônia durou doze horas; começou às 5:00 da tarde e continuou até a manhã seguinte. Em sua declaração o Papa dizia que as aparições da Virgem  Maria que estavam  ocorrendo ao redor da igreja Zeitoun desde abril de 1968 eram autênticas e que milhares das pessoas de vários outros países também tinha visto este milagre. O Papa declarou que muitas pessoas foram curadas depois de ver a Santa. O Papa também elegeu um  comitê para analisar as aparições que ainda se sucediam: O comitê informou que seus membros também tinham visto as aparições. E em base deste relatório e outras evidências, o Papa declarou que a Virgem a Maria tinha aparecido de fato novamente ao redor da Igreja de Zeitoun. Descrevendo a aparição,  o Bispo Athanasius da Beni Suef , Presidente do Comitê, disse que observou deslumbrado a nuvem branca se transformando na Virgem Maria. Muitos estrangeiros ainda vêm ao Cairo para ver as aparições, que para muitos é a renovação da história da fuga da Família Santa para o Egito."

A imagem da aparição, fotografia do Senhor Mr. Wagih Rizk e foi publicado por El-Ahram Egyptian Daily Newspaper (Issue 29731 - Maio 1968) O Departamento de Fotografia de El-Ahram considerou esta foto autêntica

Matéria publicada no The New York Times em 24 de abril de 1968

Matérias publicadas na época


Matéria publicada no El Akhbar, 5 de maio de 1968 e Matéria do Al Ahram, pulbicada em 27 de abril de 1968

Aparição de Nossa Senhora da Luz no Egito no Ano 2000, publicada pela BBC

NOTA DO AUTOR
Em 2007 durante uma palestra com o Padre Quevedo, um dos maiores parapsicólogos do Brasil, Eu (Mr.Tlaloc), perguntei a ele o que achava das Aparições da Virgem de Zeitoun. Ele respondeu que não poderia comentar sobre o assunto naquele momento, então mostrei-lhe algumas fotos dos fenômenos sobrenaturais produzidos pela virgem. Ele sussurrou:  “-Aconteceu algo muito bonito lá no Egito” - Em seguida  completou: “- Posso ficar com estas fotos?”  Respondi; - Claro, eu já havia separado uma cópia para o senhor....”

Este é um bom exemplo de como a igreja católica vê as aparições no Egito. Afinal não se trata da jurisdição do papa, Maria apareceu foi para a Igreja Ortodoxa Copta, é por isso que estes milagres são censurados e não devem ser divulgados.

Algo parecido ocorreu como site das Edições Paulinas, que possuía em seus calendário de Festas Marianas, o histórico das aparições da Virgem de Zeitoun e menção a sua data comemorativa, 2 de abril. Hoje quando acessamos este mesmo site, descobrimos que todos os textos publicados com referência a Nossa Senhora da Luz de Zeitoun foram apagados. Em seu lugar encontramos  outra Maria, a Nossa Senhora da Paz. Um mistério, pois a santa deixou fotos, vídeos e um legado que a torna  protagonista do maior fenômeno sobrenatural ocorrido em toda a face da terra, com milhões de testemunhas.

Abaixo, COPIA DO TEXTO CENSURADO:
Festas Marianas
02 de abril
Nossa Senhora da Luz de Zeitoun

A antiga tradição cristã narra que a Sagrada Família habitou em Zeitoun, uma pequena cidade próxima do Cairo, capital do Egito, durante a fuga do rei Herodes. Foram cinco anos de desterro. Os lugares em que viveram, mais tarde, se tornaram templos, hoje santuários de adoração para a cristandade.

A igreja ortodoxa copta de Zeitoun guarda o local onde a Virgem Maria, José e o Menino Jesus residiram. Entre 1968 e 1970 esse templo foi o cenário de uma série de aparições de Nossa Senhora. Elas aconteciam à noite, sempre precedidas por um cortejo de brilhos, ora em forma de pombas, ora em forma de cruzes ou estrelas, sobrevoando a sua cúpula. A imagem adquiria o contorno a partir de uma nuvem luminosa, que se movia fazendo aparecer a Mãe de Deus toda envolta em luz.

O local era invadido pelo suave odor de incenso que desaparecia, depois, com Ela. As aparições duravam minutos ou várias horas. Na mais longa, Maria permaneceu por nove horas. Algumas vezes Ela aparecia com Jesus ao seu lado, noutras segurava o Menino Jesus nos braços. Mas sempre manteve silêncio, sua mensagem foi a própria aparição.

Durante esses dois anos foram incontáveis as conversões e os milagres de cura. Tudo pôde ser testemunhado pelos cristãos e não cristãos, além de amplamente documentado por jornalistas, cientistas, médicos e teólogos de muitos países. A mídia egípcia filmou, fotografou e divulgou as manifestações luminosas pela rede televisiva, jornais e revistas. Inclusive o então presidente egípcio Abdul Nasser, um cético religioso, não contestou a aparição que foi presenciar.

A Igreja de Roma recebeu relatórios das missões católicas atuantes no Egito. Primeiro foi o reitor jesuíta do Colégio da Sagrada Família do Cairo, que narrou o que viu das milagrosas aparições da Mãe de Deus e declarou sua aceitação. Depois foi o parecer das religiosas católicas da Ordem do Sagrado Coração de Zeitoun. Para apurar a veracidade dos fatos em 1968, o Vaticano enviou um representante que tudo comprovou e transmitiu ao então Papa Paulo VI, ao retornar à Santa Sé.

Em 1973, três anos após as aparições terem encerrado, foram concluídas as rigorosas investigações científicas e teológicas, solicitadas pelo Patriarca da Igreja Ortodoxa Copta. Só então veio o pronunciamento oficial: "A Mãe de Deus de fato apareceu ao redor da Igreja da Virgem Maria em Zeitoun, no Cairo, Egito". Em seguida, a declaração do Papa da Igreja Católica de Roma ratificou esse pronunciamento.

Anualmente no dia 02 de abril, data da primeira aparição, se celebra a invocação de Nossa Senhora de Zeitoun. Essa devoção se propagou como a renovação da passagem do exílio da Santa Família no Egito.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O amigo do padre Pio que voltou à vida após 3 horas no purgatório



O frei Daniele Natale foi um sacerdote capuchinho italiano que se dedicou a missionar em terras hostis durante a 2ª Guerra Mundial. Ele socorria os feridos, enterrava os mortos e salvava os objetos litúrgicos. Em meio a este cenário, em 1952, na clínica “Regina Elena”, ele recebeu o diagnóstico de câncer.

Com esta triste notícia, ele foi ver o Padre Pio, seu amigo e guia espiritual, quem lhe insistiu para que tratasse sua doença. O frei Daniele viajou a Roma e encontrou o médico que lhe haviam recomendado, Dr. Riccardo Moretti. Este médico, no começo, não queria realizar a cirurgia, porque tinha certeza de que o paciente não sobreviveria. Mas, influenciado por um impulso interior, acabou aceitando o desafio.



A intervenção foi realizada no dia seguinte pela manhã. Apesar da anestesia local, o frei Daniele continuou consciente. Ele sentia dor, mas não manifestava: pelo contrário, estava contente por poder oferecer seu sofrimento a Jesus. Mas, ao mesmo tempo, ele tinha a sensação de que esta dor estava purificando sua alma dos pecados.

Depois de algum tempo, ele sentiu que dormia. Para os médicos, ele havia entrado em coma, na qual permaneceu durante três dias, falecendo logo depois. Redigiram o atestado de óbito confirmado pelos médicos, e seus familiares se aproximaram do seu leito para rezar pelo defunto. No entanto, após algumas horas, o “morto” voltou à vida.



Três horas de purgatório

O que será que aconteceu com o frei Daniele durante aquelas horas? Onde esteve sua alma? O frade relatou sua experiência no livro “Fra Daniele reconta”. Deste escrito, compartilhamos os seguintes trechos:

“Eu estava em pé diante do trono de Deus. Pude vê-lo, mas não como um juiz severo, e sim como um Pai carinhoso e cheio de amor. Então, percebi que o Senhor havia feito tudo por amor a mim, que havia cuidado de mim do primeiro ao último instante da minha vida, amando-me como se eu fosse a única criatura existente sobre esta terra. Percebi também, no entanto, que eu não só não havia correspondido a este imenso amor divino, senão que havia descuidado dele. Fui condenado a duas-três horas de purgatório.

‘Mas como? – perguntei-me. Somente duas-três horas? Depois vou permanecer para sempre junto a Deus, eterno amor?’. Deu um pulo de alegria e me senti como um filho predileto. (…) Eram dores terríveis, que não sei de onde vinham, mas se sentiam intensamente. Os sentidos que mais haviam ofendido Deus neste mundo: os olhos, a língua, sentiam maior dor e era algo incrível, porque no purgatório a pessoa sente como se tivesse o corpo e conhece, reconhece os outros como ocorre no mundo.

Enquanto isso, não haviam passado mais que uns poucos minutos dessas penas e já me pareciam uma eternidade. Então pensei em pedir a um irmão do meu convento que rezasse por mim, porque eu estava no purgatório. Esse irmão ficou impressionado, porque sentia a minha voz, mas não me via. Ele perguntava: ‘Onde você está? Por que não consigo vê-lo?’ (…) Só então percebi estar sem corpo. Me contentei com insistir-lhe que rezasse muito por mim e fui embora.

Mas como? – dizia eu a mim mesmo. Não seriam só duas ou três horas de purgatório? Mas já se passaram 300 anos!’ – pelo menos esta era a minha impressão. De repente, a Bem-Aventurada Virgem Maria apareceu para mim e lhe supliquei, implorei, dizendo-lhe: ‘Ó Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, obtém para mim do Senhor a graça de retornar à terra para viver e agir somente por amor a Deus!’.

Percebi também a presença do Padre Pio e lhe supliquei: ‘Pelas suas dores atrozes, pelas suas benditas chagas, Padre Pio meu, reze por mim a Deus, para que me liberte destas chamas e me conceda continuar o purgatório sobre a terra’. Depois não vi mais nada, mas percebi que o Padre Pio conversava com Nossa Senhora (…).

Ela inclinou a cabeça e sorriu para mim.

Naquele exato momento, recuperei a possessão do meu corpo. (…) Com um movimento brusco, me livrei do lençol que me cobria. (…) Os que estavam velando e rezando, assustadíssimos, correram para fora do quarto, para buscar os enfermeiros e médicos. Em poucos minutos, o hospital virou uma bagunça. Todos pensavam que eu era um fantasma.”

No dia seguinte pela manhã, o frei Daniele se levantou sozinho da cama e se sentou em uma poltrona. Eram sete horas. Os médicos geralmente visitavam os pacientes às nove. Mas, neste dia, o Dr. Riccardo Moretti, o mesmo que havia redigido o atestado médico de óbito do frei Daniele, havia chegada mais cedo ao hospital. Ele parou na frente do frade e, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Sim, agora eu acredito em Deus e na Igreja, acredito no Padre Pio!”.



O frei Daniele teve a oportunidade de compartilhar sua dor com Cristo durante mais de 40 anos após estes acontecimentos. Ele faleceu em 6 de julho de 1994, aos 75 anos, na enfermaria do convento dos Irmãos Capuchinhos de San Giovanni Rotondo (Itália).

(via Facebook/São Padre Pio)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Há exatamente 500 anos, Lutero dividia a Igreja de Cristo




“Acredito que levará séculos para desfazer o nó de confusão e estupidez que se atou quando os reformadores, de modo um tanto irracional, separaram a Bíblia da Igreja”.

Embora G. K. Chesterton seja admirado tanto por protestantes quanto por católicos, e até mesmo por não-cristãos, as linhas transcritas acima não são exatamente um modelo de ecumenismo. Mas, uma vez que assistimos este ano ao quinto centenário da Reforma, é conveniente que tentemos entender de que maneira Chesterton identifica o problema que há meio milênio vem atormentando o mundo cristão. O problema tem a ver com o melhor de todos os livros: a Bíblia Sagrada.

Cinco séculos atrás, Martinho Lutero, seguido por João Calvino e outro líderes do que se conhece como Reforma Protestante, operou uma enorme cisão na cristandade européia ao separar-se da autoridade da Igreja apelando à autoridade da Escritura. Os reformadores não apenas separaram a Bíblia da Igreja, a ponto de excluir a própria Igreja; eles separaram a fé da razão, a ponto de excluir a própria razão.

O que veio em seguida foi confusão. Protestantes começaram a acreditar que, de algum modo, a doutrina católica não tinha base “escriturística” e, consequentemente, se privaram dos sacramentos:

O Batismo e a Eucaristia tornaram-se meros símbolos, desprovidos de qualquer força sobrenatural.
Já não havia mais necessidade nenhuma da Confissão, uma vez que a salvação provém de um único ato de misericórdia na cruz, e Cristo foi então removido da cruz, para que as pessoas não ficassem presas a essa coisa desagradável ou, pior do que isso, viessem a adorar uma imagem esculpida em um crucifixo.
O casamento entre um homem uma mulher perdeu seu elemento divino e, por conseguinte, o sexo começou a ser algo alheio ao matrimônio, e assim teve início a dissolução da família.
De guias espirituais encarregados de conduzir as almas para o céu, os padres começaram a ser vistos como agentes do inferno e das trevas.
A separação protestante entre Bíblia e Igreja foi impulsionada pela invenção da imprensa — uma invenção católica em uma sociedade católica, destaca Chesterton, mas que “foi largamente utilizada para encher as livrarias de mentiras contra essa mesma sociedade”.

Os protestantes continuaram a protestar, não só contra a Igreja Católica, mas ainda entre si, na medida em que novos grupos iam-se desmembrando em seitas cada vez mais estreitas com interpretações ainda mais estreitas da Bíblia e daquilo que devia ser o cristianismo. Pureza e justiça foram substituídas por puritanismo e farisaísmo, de modo que, em vez de condenar o mau uso das coisas boas, as boas coisas foram condenadas em si mesmas.

A ênfase calvinista na absoluta soberania de Deus deu origem, sem querer, a uma longa série de filósofos fatalistas, em cujo pensamento não havia lugar para o livre-arbítrio. O que no início era um conceito puramente teológico de predestinação abriu caminho para todo tipo de determinismo, econômico, político, social e psicológico, onde ninguém é mais responsável pelas próprias ações, podendo pôr a culpa em qualquer instância externa que esteja fora de seu controle.

O caos do mundo moderno, diz Chesterton, “não nasceu da cristandade, mas da sua ruptura”.

Ao separarem a Bíblia da Igreja, os protestantes fizeram a Bíblia voltar-se contra a Igreja. Perdeu-se a memória de que foi a Igreja que nos deu a Bíblia. Esqueceu-se do fato de que a Bíblia foi, e ainda é, um documento católico. Ignorou-se, além do mais, que a Bíblia protestante não é mais do que uma redução da Bíblia católica. Os reformadores jogaram fora inúmeros livros, desprezando-os como “apócrifos”, ou seja, de caráter duvidoso. Dúvida: o oposto da fé.

No entanto, foram os estudiosos seculares que disseminaram as dúvidas por todo o restante da Bíblia. Começaram a desmontá-la peça por peça sob o pretexto da crítica textual, e assim os protestantes se deram conta de que a única autoridade por eles reconhecida havia ruído. Nada lhes restou. E muitos deles saíram em debandada.

O irônico de tudo isso é que as mesmas pessoas que alertaram contra a idolatria de escritos sagrados terminaram por criar uma cultura que sofre de uma idolatria de tudo o que vem por escrito. Como diz Chesterton,

Há quase tanta superstição em beijar a Bíblia quanto em consultar o dicionário. O homem moderno, sobretudo o homem da cidade, pensa que tudo o que está impresso passou de alguma maneira por um exame e recebeu um diploma, que é de algum modo verdadeiro em si mesmo… O homem moderno acredita antes na enciclopédia do que na testemunha ocular; dá mais crédito ao que noticia o jornal do que aos olhos de quem presenciou o fato. Ele compra o jornal na manhã seguinte para descobrir o que realmente se passou no evento de que ele mesmo participou na noite anterior.
Tudo isso pôs a Bíblia numa situação mais do que curiosa. Chesterton resumiu bem o problema há quase cem anos, mas a sua análise permanece ainda muito precisa. Ele está certo, de modo particular, ao dizer que “a ignorância sobre essas coisas está crescendo”.

Em primeiro lugar, há os fundamentalistas, que recorrem à Bíblia sem a menor consideração pela autoridade que, na verdade, fixou o cânon bíblico. Trata-se, segundo Chesterton, “de uma mitologia, segundo a qual o elefante se apoia sobre o casco da tartaruga, e a tartaruga, por sua vez, não se apóia em coisa nenhuma”.

Há, em segundo lugar, os setores mais laxistas, que são no fundo bastante estritos, para quem só algumas passagens da Bíblia podem ser ensinadas em público, ao passo que todo o restante é inapropriado.

Em terceiro lugar, há os modernistas, que acusam a Igreja Católica de ter feito na “idade das trevas” aquilo que os laxistas têm feito agora: selecionar arbitrariamente certos trechos da Bíblia e esconder o resto do povo. (Esta é a acusação à Igreja que se faz, por exemplo, no conhecido “O Código da Vinci”.) A Igreja, diz Chesterton, “tem sido acusada de esconder a Bíblia; mas, ainda que isso fosse verdade, seria algo muito menos surpreendente do que a fez a Reforma, que teve grande êxito em esconder tudo o mais”. O protestantismo foi muito bem sucedido em esconder da civilização ocidental a sua própria história.

E há, por outro lado, a única Igreja que manteve íntegra a Bíblia, enriquecendo com seus textos a liturgia, cantando dia após dia as suas orações, aplicando sua sabedoria atemporal a estes tempos. É a mesma Igreja que teve o cuidado de preservar outros documentos antigos que não só atestam a veracidade das Escrituras, mas ainda demonstram qual a diferença entre um texto inspirado e outro não. A Igreja Católica, que ainda ensina tudo o que está contido nas Escrituras, pode indicar em que parte da Bíblia se encontra o fundamento de cada um de seus ensinamentos:

o Batismo é um nascer de novo (cf. Jo 3, 5);
o vínculo matrimonial é indissolúvel (cf. Mc 10, 11) e reflexo da união entre Cristo e sua esposa, a Igreja (cf. Ap 19, 7);
é necessário confessarmos nossos pecados (cf. Tg 5, 16) a um sacerdote (cf. Mt 8, 4);
Jesus fundou uma Igreja, constituiu o seu primeiro chefe (cf. Mt 16, 18), conferiu a seus Apóstolos a autoridade de perdoar os pecados (cf. Jo 20, 23) e disse que, ao menos que lhe comamos o corpo e o sangue, não teremos em nós vida alguma (cf. Jo 6, 53).
Isto nos traz de volta ao ecumenismo no despertar da Reforma. Ainda temos o grande dever de apelar ao amor a Deus e ao seu Filho que temos em comum com nossos amigos protestantes; mas temos também a responsabilidade de fazê-los olhar com honestidade para a Bíblia e para o conjunto da história, para o que realmente aconteceu quando os reformadores separaram a Bíblia da Igreja.

Não se trata de uma missão impossível. Eu mesmo já a vi ser cumprida com sucesso. Foi um católico fiel, amoroso e sem medo de dizer a verdade que, com paciência, me levou da igreja batista para a Igreja una, santa, católica e apostólica. Ele primeiro apelou àquilo que tínhamos em comum; em seguida, fez-me cair na conta daquilo que me estava faltando. Ele conseguiu fazê-lo porque já havia percorrido o mesmo caminho. O seu nome era G. K. Chesterton.